sábado, 29 de janeiro de 2011

Werder Bremen x Bayern München

Daew Folks!

Finalmente tive mais um tempinho (e disposição) para postar algo aqui. Os últimos dias foram tensos no trabalho: corri feito um louco para terminar de implementar o meu programa para celular que, aliás, agradou o meu orientador daqui. O meu estágio já está acabando, estou só fazendo o relatório e tenho que corrigir alguns bugs no código para que tudo funcione bonitinho, nada ao estilo Windows 98.

Sooooo... hoje, eu fui no estádio de novo! E o prato do dia foi Werder Bremen x Bayern München. Para quem não sabe, o Bayern é o time em que joga o Robben, aquele parceiro do Batman holandês que o Felipe Melo rachou na copa do mundo. Ele não jogou lá essas coisas, mas foi interessante de ver outra figurinha do álbum da copa de 2010 ao vivo. E era fácil de saber quem era, porque aquela careca era única em campo.



Entrada do time em campo. Isso eu acho muito legal aqui...



Intervalo do jogo:




Não me perguntem o que o cara falou em alemão. Eu tentei entender, mas não é fácil. Não sei se ele usa gírias, mas a palavra Scheiβe significa o nosso tradicional "merda". Depois, ele explica em inglês. Marquem o rosto desse cara, porque ele faz parte do próximo episódio. E esse promete.


Observem o vídeo abaixo. Eu tive sorte de gravar o momento do gol. "Sorte"...






Entenderam o que aconteceu no meio do vídeo? Não? Vejam esse outro para terem uma ideia do que pode ter acontecido...





Agora deu para entender, né? Aconteceu a mesma coisa comigo. E o mais irônico é que, quando aconteceu, eu estava justamente pensando "vou guardar o meu celular porque senão daqui a pouco alguém esbofeteia ele e eu perco o meu celular recém-comprado". Aliás, nesse momento, entra o nosso amigo do vídeo de antes. Ele:

  1. Acertou o meu celular e não reparou;
  2. Se agarrou no meu pescoço e ficou comemorando como se eu fosse o melhor amigo dele, enquanto eu gritava em inglês: "me larga, pelo amor de Deus! Eu tenho que pegar o meu celular!"
Não encontrei o celular. 

Quem for esperto (ou não for burro) vai reparar que eu estou usando as imagens que fiz com ele. Logo, consegui ele de volta. Mas para isso eu ainda sofri um pouco. Escaneei aquele chão como pude, mas o estádio estava lotado e era difícil de me locomover. No fim, voltei para casa pensando que tinha perdido ele para sempre. Mas, chegando em casa, eu tive uma surpresa ao ligar para ele e ver que alguém, além de atender a ligação, já falou de cara que eu havia perdido o celular. Eu havia imaginado que quem tivesse pego o celular iria tirar o meu chip e ficar com o aparelho. Mas não. O cara ainda foi super gente boa. Me falou que, na hora do gol, caiu um celular nele. Encontrei ele em uma churrascaria aqui (uma churrascaria aqui é tão dentro de contexto quanto um time de futebol de elefantes). Para agradecer, dei de presente um cachecol estiloso do Werder Bremen.

É isso! Espero que tenham gostado do meu sofrimento. Honestamente, eu mereci. Burrice ao cubo de não ter segurado o meu celular direito. Detalhe: sem nenhum arranhão. Yeah... ah, é, em alemão, Ja!


sábado, 18 de dezembro de 2010

Postagem Relâmpago

Olá a todos!

Hoje a postagem é rápida. Daqui a pouco, eu e a Bruna vamos dar uma volta no centro.

A Bruna chegou aqui! Foi um sufoco pra pegar ela, porque a mala foi extraviada. No final das contas, enviaram a mala para cá, mesmo. A Bruna teve uma sorte imensa, na verdade, porque o tempo estava bom durante a manhã. Foi só o avião dela pousar e caiu uma nevasca lá em Frankfurt que fechou o aeroporto.

Detalhe da viagem: esse cachorro. Dispensa explicações.



































Hoje, para acordar a Bruna, eu usei uma tacada de mestre: cheguei de mansinho na cama, dei um abraço nela e falei no pé do ouvido: "e aí, vamos fazer compras?". Rapaz, funcionou que é uma beleza.

Bom, estamos de saída. Até!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Werder Bremen x Internazionale Milano (ou seria Chapecoense x Inter de Limeira?)

Bem amigos da Rede Blogger!

Eu posso morrer tranquilo. Fui a um jogo da Champions League. Não que tenha sido um grande jogo. Já vi partidas muito mais bonitas do Criciúma, mas o clima ontem no estádio foi diferente de tudo que eu já havia presenciado em um estádio.

Para começar pelo clima mesmo. Frio. Muito frio.



Estão conseguindo ver na foto? -2º. Eu convivo diariamente com essa temperatura aqui, só que lá no Weser Stadion foi pior. Ele é localizado ao lado do rio Weser, então o local é úmido. A sensação térmica lá devia estar em... sei lá, -10º. Para ter uma ideia, eu estava usando as minhas botas para andar na neve e os meus pés doíam de tão frio. Eu estava com luvas, mas as mãos estavam dormentes. Gorro? sim, mas as orelhas estavam reclamando.

Bom, vamos à cronologia do negócio. A primeira impressão é quando se chega nas redondezas do estádio. Aquela coisa clássica de um jogo à noite: a iluminação dos refletores à distância. Isso é legal. Sempre adorei isso.




Olha eu na foto, manolo!

O estádio é a maior diferença daqui para o Brasil. E eu tenho certeza em dizer que é diferente até dos maiores estádios daí. Letreiros, Telão, detalhamento, assentos, neve...












Eis que começou a partida. Eu, para dizer a verdade, já não esperava taaaanto assim, futebolisticamente falando. Os dois times entraram com desfalques. No Inter mesmo, só o Samuel "Orelha-de-nós-tudo" Eto'o de conhecido. Dava de reconhecer ele a uns 100 metros de distância, só pelos dois aerofólios ao lado da cabeça. O primeiro tempo foi deprimente. Essa palavra descreve bem o primeiro tempo. Eu poderia até separar as sílabas com hífens, mas ia ficar muito frescura e, como eu já trabalho em um laboratório cuja sigla é BIBA, prefiro manter o decoro.



Eis que acabou o primeiro tempo e eu fui comprar algo pra aquecer a alma. Quando o jogo começou, eu vi um cara tomando um chocolate quente que parecia ótimo. O cheiro era bom. Só que ele era a maior enganação. Parecia uma água suja, sem gosto. Me arrependi parcialmente por ter comprado. Só não completamente, porque ele estava bem quente e ajudou a esquentar um pouco.

Sobre a torcida... sei lá, para mim, a torcida brasileira é melhor. Eles tem alguns esquemas legais, que animam o pessoal aqui (vejam o vídeo abaixo), mas não tem percursão, banda, nada além da galera gritando. Isso faz uma falta imensa. No dia que proibirem percursão e banda nos estádios aí no Brasil, vai virar a mesma palhaçada que aqui. Aliás, vai ficar pior, porque aqui o pessoal tinha que levantar e pular um pouco às vezes para aquecer o corpo. E aí, que é mais quente?







Segundo tempo: aí o bicho começou a pegar. O Zanetti (jogador do Inter, para que não sabe), se machucou e foi substituído. O Werder Bremen também fez algumas substituições que deram extremamente certo. O Inter abriu as pernas, no final das contas. Aliás, o último gol do Werder foi um golaço. Infelizmente, não consegui gravar nenhum dos gols. Até tentei, fiz vários vídeos, mas nenhum terminou com bola na rede. Paciência.



Bom, é isso! Vou tentar comprar um ingresso pra Bundesliga. Quem sabe eu posto mais vídeos de jogos aqui, né? Abraço!

p.s.: um recado aos meus pais. Eu sei que andei falando algumas palavras feias nos vídeos, mandando um jogador ou outro tomar em certos lugares, dizendo que o Zenetti se... lascou. Bom, ir no estádio para não chingar não faz parte da cultura do brasileiro que assiste futebol, ok? Fora do estádio eu tenho um pouco mais de compostura, mas assistindo uma partida eu chingo a mãe de todo mundo menos a minha (tá salva, viu, mãe?). Beijo para vocês!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Uma imagem vale mais que mil palavras

Essa não precisa de texto.

Natal chegando, neve pegando, pé congelando

Hallo Leute,

Finalmente tirei uma horinha para escrever algo no blog. Estou começando a sentir que o trabalho está fluindo e que eu não preciso mais me preocupar em excesso com ele. Como eu falei no post anterior, o negócio estava tenso, extremamente tenso. Agora aparenta estar melhorando. Claro, pode ser só aquela melhoradinha que o cara dá antes de morrer, mas mantenhamos o protocolo e finjamos que está tudo bem.

Como eu postei antes, já nevou aqui. Aliás, a Europa inteira está embaixo de neve. Isto é algo incomum para esta época, pelo que eu li. Aqui em Bremen está uma maravilha, pois nevou só o bastante para cobrir as ruas com uma camada de uns 04 centímetros de neve. Isso é o suficiente para deixar o local lindo, brincar de bonequinhos de neve e guerra de bolas de neve (me disseram que é proibido aqui na Alemanha, mas eles que vão comer torta), mas sem atrapalhar os transportes de maneira geral. Em outros lugares está bem pior. 

A neve pegou mesmo na quinta-feira. Nevou de manhã, de tarde e de noite o dia inteiro. Aí sabe como é, brasileiro vendo neve pela primeira vez nessa quantidade vira criança.


(AAAh moleque, agora sim o vídeo pega!)

Na quinta e ontem, eu bati mais algumas fotos legais da cidade. Não estranhem a cor das fotos. Eu bati algumas delas indo para o trabalho lá pelas 07:45. O dia ainda estava clareando e tudo fica azulado mesmo.

Não preciso dizer que o rio congelou, certo?
Enquanto almoçávamos na quinta-feira, a neve começou a pegar forte.
Essa história de bater foto nevando parece legal, tal. Só que a neve ainda é água, só que no quarto estado (gasoso, líquido, sólido, divertido). Na hora em que entra em contato com roupas de lã e algodão, que são vazadas, a neve descongela e vira uma noia. Já tentei fazer bolinha de neve com as minhas luvas e só serviu pra provar que depois a mão congela. Tenho que comprar um par de luvas de couro.
Juro que deu vontade de me jogar na neve quando eu saí do prédio na quinta de noite! Só que essa camada, embora pareça convidativa, só tem uns quatro centímetros de profundidade. Ia ser pior que dar barrigada na piscina.
A princípio, a ideia dessa foto era só mostrar como estava altinha a camada de neve. Só que eu aprendi outra coisa nesse momento: precisava comprar um par de botas para neve. Sério, aconteceu o mesmo que aquilo que eu disse sobre neve e lã. O tênis ficou encharcado com água a quase 0ºC. Garanto para vocês, não é nada agradável.
Essa foto não exprime bem o quão vermelho o meu nariz estava nesse momento. Para dizer a verdade, eu digo isso por uma estimativa minha, pois eu já nem sentia mais ele (e olha que para não sentir essa nariga aí o frio tem que estar forte).
Essa foto é da frente aqui de casa. Tem uma obra rolando e a neve cobriu tudo. Parece que estenderam um tapete em cima do chão. Hoje ainda, para completar, quando eu acordei e fui dar uma olhada na rua (janela fechada com os ótimos vinte graus de dentro do meu quarto, claro) tinha essa marca de patinhas na neve. Eu reparei que cachorro adora brincar na neve. Não passando frio, eles amam ficar pulando em cima da neve porque é macio, dá de cavar, brincar, etc. É muito engraçado ver cachorros brincando na neve.

Também bati algumas fotos legais de como a cidade está ficando para o Natal. Eles realmente sabem como fazer uma decoração legal para essa época. Aliás, alguma coisa tem que compensar a desolação que dá de ir na rua às 16:00 e estar escurecendo.

Isso é a entrada da Hauptbahnhof.

Nada a ver com a decoração de Natal, mas reparem na data da placa acima da porta.

Essa última foto eu acho sensacional. Que mistura legal, uma festa de Natal e uma construção histórica dessas!
Tcharaaaam! Não poderia faltar a clássica árvore de Natal! A foto está ruim porque eu bati sem flash com pouca luminosidade, então deu essa lambança aí. Pelo menos, dá de sacar o que é.


That's all, folks! No próximo post, vou botar algo que vai deixar os boleiros do grupo babando de inveja.

domingo, 28 de novembro de 2010

Trabalho e frio...

Hallo Leute,

O César me perguntou por email como estavam as coisas aqui. Eu resolvi botar um post no blog para explicar o porquê de eu não ter mais postado nada. Eu estou com trabalho até o pescoço. O meu estágio está atrasado (pelo menos segundo a métrica dos meus professores da UFSC; o pessoal daqui diz que eu estou dentro do cronograma deles). Para compensar esse atraso, estou tendo que trabalhar até nos fins de semana. Eu até tive que abdicar de viajar. Tinha uma viagem para Edimburgo e outra para Praga confirmadas, pagas, tudo mapeado. Mas deixei passar porque não quis me arriscar. É... viagem, para mim, acho que só no natal e talveeeez no final do estágio. 

Talvez vocês já tenham visto na internet, tem uma frente fria fora de época passando por esses lados do planeta. Aqui em Bremen não chegou a dar nevasca, mas eu vi uma "nevezinha" (não sei se essa palavra existe mas... ah, vocês entenderam), fora que está frio. Muito frio. Para ter uma ideia, ontem eu fui em uma despedida de dois brasileiros que estão voltando para o Brasil (tá, não seriam brasileiros voltando para a Argentina, mas estou com preguiça de trabalhar a frase). Para gelar a cerveja, eles colocaram ela no pátio. E estava trincando de gelada. Ontem os carros amanheceram com uma camada de geada. Os que ninguém usou ficaram com essa camada de geada o dia inteiro e hoje amanheceram com uma camada ainda mais grossa. Deem uma olhada nas imagens abaixo para ter uma ideia. A primeira eu bati com a janela aberta, mas decidi fechá-la e bater o resto com a janela fechada, porque ficar tirando foto a -8 graus de pijama não rola. 

Bom, agora vocês já sabem. Eu estou tentando trabalhar bastante para compensar o atraso e poder fazer uma viagem legal no natal com a Bruna, provavelmente para Paris (dois dias na Disney mais uns dois ou três na cidade). Provavelmente amanhã eu vou colocar uma outra novidade que os futeboleiros vão invejar. Mas isso eu coloco amanhã.




Tschüs!!

domingo, 3 de outubro de 2010

Oktoberfest - Parte 2

Moin Moin, folks!

Onde eu havia parado... ah! Chegamos na Oktoberfest!

Era 07:30. Paramos o ônibus em uma espécie de ponto de desembarque de ônibus. Só havia o nosso, na hora, mas o local era enorme. Dava para ver que era algo preparado para que o pessoal chegasse na festa, porque havia muita gente indo para a Oktoberfest.

Vocês devem estar pensando: "07:30, indo para a Oktoberfest? fumaram o quê?". Como diz o Arnaldo César Coelho, a regra é clara. Nos galpões da Oktober daqui, só pode comprar canecos de chope quem está sentado em uma mesa. Só arranja uma mesa quem chega cedo. Os galpões principais lotam já na abertura dos portões.





E como havia galpões! Não sei quantos, mas cada cervejaria grande daqui tem um galpão (cada cervejaria da Alemanha, então a concorrência é feroz, sacaram?). Tinha da Franziscaner, da Paulaner, de várias. Não tinha da Becks, aqui de Bremen, mas o pessoal do sul acha a Becks um mijo. Eu digo que dá de dez a zero nas brasileiras, então imaginem o naipe da Paulaner.

E foi no galpão da Paulaner que eu entrei. Um dos, para dizer a verdade. A Paulaner tem dois galpões. Eu imagino que seja para dois tipos diferentes de chope, mas não posso garantir. Para entrar no galpão, foi uma odisseia. Primeiro que, ao chegar, já havia uma fila grande. "Fila" não é nome correto para aquele monte de gente atulhada em frente a um cordão de isolamento, mas na falta de uma palavra melhor, vai fila mesmo. De repente, a galera começou a sair puteada daquela suposta entrada e a ir para um lugar uns dez metros ao lado. Descobrimos que o local não era aquele. Ainda não haviam aberto os portões, ainda. Fomos para o lado. Aí, ouvimos falar de uma outra entrada do outro lado que seria mais tranquila. Quando começamos a caminhar, abriram os portões de onde estávamos. Como dizia o poeta, "ih, fodeu" (licença poética, eu posso usar palavrões).

Me arrependo até esse momento de não ter gravado esse momento. Só parei para gravar quando já havíamos arranjado a nossa mesa. Foi uma zoeira. Todo mundo entrou correndo, sem revista da segurança nem nada. Quem entrava, subia em uma mesa e gritava para os amigos algo do tipo "eu estou aqui, arranjei uma mesa". Demos sorte e conseguimos a nossa. Depois, trocamos de mesa com outro grupo e fomos mais para perto de onde vinham os chopes.



Depois de uns vinte minutos, começaram a servir os chopes, sob largos aplausos da multidão. Vocês já viram fotos de como são carregados?



Cada caneco pesa um quilo, mais ou menos. Me disseram que é um quilo e meio, mas eu não tenho certeza. Toca mais um litro de chope e temos dois litros/caneco. Cada garçonete carrega dez canecos desses por tacada. Vocês fazem isso com frequência? Eu só faço isso na academia, e digo que é difícil.

Outra coisa sobre a imagem acima. Bonita, a garota, né? Todo solteirão sonha em ir para a Oktoberfest e ver essas lendárias garçonetes daqui. O meu galpão não teve disso. As garçonetes (pelo menos as que eu vi) eram todas as senhoras, velhas de guerra da Oktoberfest. Havia três mulheres que passavam pela minha mesa. Uma era gente-boníssima, outra, meia-boca. A terceira devia estar na TPM. Ô mulher infernal. Deve ser porque acordou tarde e não teve tempo de depilar o bigode. Bigoduda dos infernos.

Mas, esqueçamos as garçonetes e nos concentremos no que importa. Festaaaa!


Detalhe do vídeo: a garota que fez ele se ofereceu para bater uma foto para nós. Em inglês. Ela sabia que éramos brasileiros. Reparem que, quando eu falo para ela, em inglês, que era para era parar o vídeo, pois estava gravando, ela diz "ah tá!"

E a cerveja? Era boa?


A imagem diz tudo.

O local é muito legal. No meio do galpão, tinha o palco. No começo, tocou só bandas instrumentais e, no final, houve bandas com vocal. Vou dizer que me faltou aquele estilo de música de oktober mais brasileiro, com a galera dançando e fazendo escarceu. Mas não era ruim, não.

Depois que começaram a servir os chopes, alguns grupos resolviam tentar ver quem conseguia virar um caneco inteiro. Nessas horas, todo o galpão gritava e fazia baderna. Se conseguisse, o cara era aplaudido. Se não conseguisse, passava vergonha. Quem manda querer se pagar?

Havia mais brasileiros lá! Na verdade, isso é meio óbvio, se considerar que brasileiro gosta de se espalhar pelo planeta. Descobrimos mais ou menos quantos havia lá, porque um grupo a uns cinco metros começou a cantar aquela clássica "eeeeeu sou brasileeeeeeiro, com muito orguuuuuuuuulhooooo, com muito amooooor". Na hora, nós acompanhamos. Depois, vimos mais uns dois grupos. Era um grupo de paulistas (que nós chamávamos de corinthianos), um grupo que incluia um cara com a camisa do Cruzeiro, outro grupo com um cara com a camisa do Fluminense e um ou outro avulso, por aí. Havia também dois caras, um com uma camisa do Grêmio e outro com a do Juventude. Quando nós acabamos de cantar e descemos dos bancos (ah, havíamos subido nos bancos), apareceu um segurança com cara de mau e disse "se subirem de novo, eu ponho para fora. Depois das 18:00, pode. Antes, não. Lembrem desse horário: 18:00.


Eu acho que eu gravei esse vídeo antes das 14:00.

Quem vê isso pensa "os brasileiros dominam!". Não é bem assim. Os italianos dominam. Fica fácil, a fronteira é logo ali. Volta e meia eles cantavam algo como "bebo, bebo, bla bla bla bla". Aí dava para ver que tinha muito italiano naquele lugar. Tudo tarado sem-vergonha. No final da festa, tinha um até querendo bater fotos das garotas do nosso grupo. Adivinha de que parte do corpo? Cheguei do lado e falei "nã nã". Ele deu uma chorada, mas saltou fora.

Cara, chegou uma hora que eu olhei o relógio pensando "deve ser umas três e meia, já...". Era 12:45. Nós entramos muito cedo. Só estava no começo...

Meu primeiro rango do dia no galpão foi um Gulash de sei lá o que. Veio uma sopa de salsicha. Na primeira colherada, eu falei "pô, é bom, apimentadinho". Na quinta colherada, eu já estava dando um gole de cerveja por colherada, para baixar a queimação da pimenta.

Que lugar abafado. Para o meu azar, exatamente o nosso ponto no galpão era assim. Quando eu andava por outros pontos, não era tão ruim. Chegou uma hora que eu quase desmaiei, por falta de ar. Minha pressão devia estar muito baixa. Aí, uma das brasileiras falou para mim ir dar uma volta, tirar a camisa por baixo da do Criciúma, que eu ia me sentir melhor. Que bom que ela avisou isso, senão eu teria problemas.


Vocês já viram o mundo através do fundo de um caneco? É relativamente fácil. Beba até o fim. Digo "relativamente" porque, depois de quatro desses, a sua visão de mundo começa a mudar. Ela fica mais caótica e cheia de imagens estranhas.

No final do dia, tocaram as melhores bandas. Todo mundo em cima dos bancos e das mesas, cantando alto. Nessa hora que teve mais acidentes. Imagine um banco desses de salão de festas, com cinco caras bêbados em cima. É uma receita para a merda. Vi vários desses virarem, gente caindo nas mesas, derrubando quem estivesse do lado. Um desses virou até briga, na mesa ao nosso lado. A briga mais estranha que eu vi em muito tempo, para dizer a verdade. Tudo invertido. A pessoa que eu acho que provocou a queda coletiva se queimou com um cara que parecia estar na dele e deu um chute no peito. Depois, ainda tentou partir para cima, mas seguraram ele. O outro, que levou o chute no peito, poderia ter aberto a cabeça do primeiro, porque estava com um caneco na mão. Aparentemente, ele tinha ainda um pouco de ciência do estrago que faria, pois nem sequer levantou a mão para avançar no cara. Só manteve ele afastado.

Na mesa ao lado da nossa também tinha gente fazendo cagada. Um cara caiu por cima da gente umas quatro vezes. As garotas reclamaram com ele que ele estava fazendo palhaçada, que poderia machucar a gente uma hora dessas, mas eles só fizeram troça, a princípio. Aí as gurias deram de dedo na cara deles e falaram algumas frases carinhosas como "eu vou chamar a segurança, seu son of a bitch e eles resolveram baixar a bola.

Quando a festa estava já de noite, eu comprei o meu segundo prato do dia: Schweinebraten. Talvez não seja assim que se escreva, mas eu estou com preguiça para pesquisar. Custou uma facada - 13 euros - mas valeu cada centavo. Muito bom. A batata que veio junto (correção: A batata) tinha uma consistência que eu nunca tinha provado. Provavelmente, era feita com panela de pressão, mas não era só isso. O que mais, eu não sei. Não quis perguntar para o cozinheiro, vocês me entendem?

Lá pelo final da festa, os guris conheceram uma canadense lá e se engraçaram com ela. A garota era super receptiva, dançava com eles, deixava eles apertarem a bunda dela e tudo. Como se isso já não fosse estranho por si só, volta e meia, passava um cara mais velho pela mesa, falava algo com ela em holandês e vazava. Não tinha cara de irmão e eu duvido que fosse um namorado tão liberal assim. A tal garota se encarnou na de um gos guris e, quando o cara voltou e falou "precisamos ir", ela olhou para o cara do grupo e disse "vamos?"

Adivinha se ele foi? Ele voltou já lá pena finaleiríssma da festa, feliz da vida. Enquanto ele estava fora, um dos outros guris falou que havia perguntado para a garota quem era aquele cara mais velho. Ela respondeu de boa "ah, he is my pimp". Pois é, está aí a explicação da tamanha... recepção calorosa dela para os meus amigos e as suas mãos.

A festa acabou oficialmente às 22:30. Depois disso, foi voltar para o ônibus e partir. Aí, parecia um final de festa como qualquer outro aí. Brigas, DRs de namorados, gente bêbada, poças de vômito, coisas assim. Eu até havia tentado convencer o pessoal no começo da festa a sairmos do galpão no final e tentar a montanha russa, mas não fui ouvido. Paciência.

É isso. Quanto à volta, foi bem mais tranquila. Todo mundo contando as suas histórias, o que viu de engraçado, o que o deixou irritado, o que não se lembra pelo excesso de chope (tá, isso é impossível; foi só uma brincadeira). A única diferença da volta é que nós estávamos todos como eu falei no post anterior: "extremamente suado, com o cabelo parecendo um medidor de óleo de carro, a roupa fedendo, a camiseta do Tigre com cerveja derrubada, uma escovada de dentes em toda a viagem... enfim, um garoto alemão normal indo para a balada na sexta". Com a diferença que eles não usavam uma camisa do Tigre, para a sua infelicidade extrema.

Último detalhe: comprei um caneco oficial da festa!
ALEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE


Agora, eu tenho outra foto para postar nos momentos de alegria aqui. Se bem que eu prefiro a outra foto. Nela eu represento melhor um momento de felicidade extrema.

É isso! Espero que tenham gostado da narrativa. Garanto que todos os meus relatos são verídicos, já que eu não cheguei a ficar de porre. Semana que vem, eu vou para Berlin, e posto mais coisas lá.

Tschüs!!!