sábado, 18 de dezembro de 2010

Postagem Relâmpago

Olá a todos!

Hoje a postagem é rápida. Daqui a pouco, eu e a Bruna vamos dar uma volta no centro.

A Bruna chegou aqui! Foi um sufoco pra pegar ela, porque a mala foi extraviada. No final das contas, enviaram a mala para cá, mesmo. A Bruna teve uma sorte imensa, na verdade, porque o tempo estava bom durante a manhã. Foi só o avião dela pousar e caiu uma nevasca lá em Frankfurt que fechou o aeroporto.

Detalhe da viagem: esse cachorro. Dispensa explicações.



































Hoje, para acordar a Bruna, eu usei uma tacada de mestre: cheguei de mansinho na cama, dei um abraço nela e falei no pé do ouvido: "e aí, vamos fazer compras?". Rapaz, funcionou que é uma beleza.

Bom, estamos de saída. Até!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Werder Bremen x Internazionale Milano (ou seria Chapecoense x Inter de Limeira?)

Bem amigos da Rede Blogger!

Eu posso morrer tranquilo. Fui a um jogo da Champions League. Não que tenha sido um grande jogo. Já vi partidas muito mais bonitas do Criciúma, mas o clima ontem no estádio foi diferente de tudo que eu já havia presenciado em um estádio.

Para começar pelo clima mesmo. Frio. Muito frio.



Estão conseguindo ver na foto? -2º. Eu convivo diariamente com essa temperatura aqui, só que lá no Weser Stadion foi pior. Ele é localizado ao lado do rio Weser, então o local é úmido. A sensação térmica lá devia estar em... sei lá, -10º. Para ter uma ideia, eu estava usando as minhas botas para andar na neve e os meus pés doíam de tão frio. Eu estava com luvas, mas as mãos estavam dormentes. Gorro? sim, mas as orelhas estavam reclamando.

Bom, vamos à cronologia do negócio. A primeira impressão é quando se chega nas redondezas do estádio. Aquela coisa clássica de um jogo à noite: a iluminação dos refletores à distância. Isso é legal. Sempre adorei isso.




Olha eu na foto, manolo!

O estádio é a maior diferença daqui para o Brasil. E eu tenho certeza em dizer que é diferente até dos maiores estádios daí. Letreiros, Telão, detalhamento, assentos, neve...












Eis que começou a partida. Eu, para dizer a verdade, já não esperava taaaanto assim, futebolisticamente falando. Os dois times entraram com desfalques. No Inter mesmo, só o Samuel "Orelha-de-nós-tudo" Eto'o de conhecido. Dava de reconhecer ele a uns 100 metros de distância, só pelos dois aerofólios ao lado da cabeça. O primeiro tempo foi deprimente. Essa palavra descreve bem o primeiro tempo. Eu poderia até separar as sílabas com hífens, mas ia ficar muito frescura e, como eu já trabalho em um laboratório cuja sigla é BIBA, prefiro manter o decoro.



Eis que acabou o primeiro tempo e eu fui comprar algo pra aquecer a alma. Quando o jogo começou, eu vi um cara tomando um chocolate quente que parecia ótimo. O cheiro era bom. Só que ele era a maior enganação. Parecia uma água suja, sem gosto. Me arrependi parcialmente por ter comprado. Só não completamente, porque ele estava bem quente e ajudou a esquentar um pouco.

Sobre a torcida... sei lá, para mim, a torcida brasileira é melhor. Eles tem alguns esquemas legais, que animam o pessoal aqui (vejam o vídeo abaixo), mas não tem percursão, banda, nada além da galera gritando. Isso faz uma falta imensa. No dia que proibirem percursão e banda nos estádios aí no Brasil, vai virar a mesma palhaçada que aqui. Aliás, vai ficar pior, porque aqui o pessoal tinha que levantar e pular um pouco às vezes para aquecer o corpo. E aí, que é mais quente?







Segundo tempo: aí o bicho começou a pegar. O Zanetti (jogador do Inter, para que não sabe), se machucou e foi substituído. O Werder Bremen também fez algumas substituições que deram extremamente certo. O Inter abriu as pernas, no final das contas. Aliás, o último gol do Werder foi um golaço. Infelizmente, não consegui gravar nenhum dos gols. Até tentei, fiz vários vídeos, mas nenhum terminou com bola na rede. Paciência.



Bom, é isso! Vou tentar comprar um ingresso pra Bundesliga. Quem sabe eu posto mais vídeos de jogos aqui, né? Abraço!

p.s.: um recado aos meus pais. Eu sei que andei falando algumas palavras feias nos vídeos, mandando um jogador ou outro tomar em certos lugares, dizendo que o Zenetti se... lascou. Bom, ir no estádio para não chingar não faz parte da cultura do brasileiro que assiste futebol, ok? Fora do estádio eu tenho um pouco mais de compostura, mas assistindo uma partida eu chingo a mãe de todo mundo menos a minha (tá salva, viu, mãe?). Beijo para vocês!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Uma imagem vale mais que mil palavras

Essa não precisa de texto.

Natal chegando, neve pegando, pé congelando

Hallo Leute,

Finalmente tirei uma horinha para escrever algo no blog. Estou começando a sentir que o trabalho está fluindo e que eu não preciso mais me preocupar em excesso com ele. Como eu falei no post anterior, o negócio estava tenso, extremamente tenso. Agora aparenta estar melhorando. Claro, pode ser só aquela melhoradinha que o cara dá antes de morrer, mas mantenhamos o protocolo e finjamos que está tudo bem.

Como eu postei antes, já nevou aqui. Aliás, a Europa inteira está embaixo de neve. Isto é algo incomum para esta época, pelo que eu li. Aqui em Bremen está uma maravilha, pois nevou só o bastante para cobrir as ruas com uma camada de uns 04 centímetros de neve. Isso é o suficiente para deixar o local lindo, brincar de bonequinhos de neve e guerra de bolas de neve (me disseram que é proibido aqui na Alemanha, mas eles que vão comer torta), mas sem atrapalhar os transportes de maneira geral. Em outros lugares está bem pior. 

A neve pegou mesmo na quinta-feira. Nevou de manhã, de tarde e de noite o dia inteiro. Aí sabe como é, brasileiro vendo neve pela primeira vez nessa quantidade vira criança.


(AAAh moleque, agora sim o vídeo pega!)

Na quinta e ontem, eu bati mais algumas fotos legais da cidade. Não estranhem a cor das fotos. Eu bati algumas delas indo para o trabalho lá pelas 07:45. O dia ainda estava clareando e tudo fica azulado mesmo.

Não preciso dizer que o rio congelou, certo?
Enquanto almoçávamos na quinta-feira, a neve começou a pegar forte.
Essa história de bater foto nevando parece legal, tal. Só que a neve ainda é água, só que no quarto estado (gasoso, líquido, sólido, divertido). Na hora em que entra em contato com roupas de lã e algodão, que são vazadas, a neve descongela e vira uma noia. Já tentei fazer bolinha de neve com as minhas luvas e só serviu pra provar que depois a mão congela. Tenho que comprar um par de luvas de couro.
Juro que deu vontade de me jogar na neve quando eu saí do prédio na quinta de noite! Só que essa camada, embora pareça convidativa, só tem uns quatro centímetros de profundidade. Ia ser pior que dar barrigada na piscina.
A princípio, a ideia dessa foto era só mostrar como estava altinha a camada de neve. Só que eu aprendi outra coisa nesse momento: precisava comprar um par de botas para neve. Sério, aconteceu o mesmo que aquilo que eu disse sobre neve e lã. O tênis ficou encharcado com água a quase 0ºC. Garanto para vocês, não é nada agradável.
Essa foto não exprime bem o quão vermelho o meu nariz estava nesse momento. Para dizer a verdade, eu digo isso por uma estimativa minha, pois eu já nem sentia mais ele (e olha que para não sentir essa nariga aí o frio tem que estar forte).
Essa foto é da frente aqui de casa. Tem uma obra rolando e a neve cobriu tudo. Parece que estenderam um tapete em cima do chão. Hoje ainda, para completar, quando eu acordei e fui dar uma olhada na rua (janela fechada com os ótimos vinte graus de dentro do meu quarto, claro) tinha essa marca de patinhas na neve. Eu reparei que cachorro adora brincar na neve. Não passando frio, eles amam ficar pulando em cima da neve porque é macio, dá de cavar, brincar, etc. É muito engraçado ver cachorros brincando na neve.

Também bati algumas fotos legais de como a cidade está ficando para o Natal. Eles realmente sabem como fazer uma decoração legal para essa época. Aliás, alguma coisa tem que compensar a desolação que dá de ir na rua às 16:00 e estar escurecendo.

Isso é a entrada da Hauptbahnhof.

Nada a ver com a decoração de Natal, mas reparem na data da placa acima da porta.

Essa última foto eu acho sensacional. Que mistura legal, uma festa de Natal e uma construção histórica dessas!
Tcharaaaam! Não poderia faltar a clássica árvore de Natal! A foto está ruim porque eu bati sem flash com pouca luminosidade, então deu essa lambança aí. Pelo menos, dá de sacar o que é.


That's all, folks! No próximo post, vou botar algo que vai deixar os boleiros do grupo babando de inveja.

domingo, 28 de novembro de 2010

Trabalho e frio...

Hallo Leute,

O César me perguntou por email como estavam as coisas aqui. Eu resolvi botar um post no blog para explicar o porquê de eu não ter mais postado nada. Eu estou com trabalho até o pescoço. O meu estágio está atrasado (pelo menos segundo a métrica dos meus professores da UFSC; o pessoal daqui diz que eu estou dentro do cronograma deles). Para compensar esse atraso, estou tendo que trabalhar até nos fins de semana. Eu até tive que abdicar de viajar. Tinha uma viagem para Edimburgo e outra para Praga confirmadas, pagas, tudo mapeado. Mas deixei passar porque não quis me arriscar. É... viagem, para mim, acho que só no natal e talveeeez no final do estágio. 

Talvez vocês já tenham visto na internet, tem uma frente fria fora de época passando por esses lados do planeta. Aqui em Bremen não chegou a dar nevasca, mas eu vi uma "nevezinha" (não sei se essa palavra existe mas... ah, vocês entenderam), fora que está frio. Muito frio. Para ter uma ideia, ontem eu fui em uma despedida de dois brasileiros que estão voltando para o Brasil (tá, não seriam brasileiros voltando para a Argentina, mas estou com preguiça de trabalhar a frase). Para gelar a cerveja, eles colocaram ela no pátio. E estava trincando de gelada. Ontem os carros amanheceram com uma camada de geada. Os que ninguém usou ficaram com essa camada de geada o dia inteiro e hoje amanheceram com uma camada ainda mais grossa. Deem uma olhada nas imagens abaixo para ter uma ideia. A primeira eu bati com a janela aberta, mas decidi fechá-la e bater o resto com a janela fechada, porque ficar tirando foto a -8 graus de pijama não rola. 

Bom, agora vocês já sabem. Eu estou tentando trabalhar bastante para compensar o atraso e poder fazer uma viagem legal no natal com a Bruna, provavelmente para Paris (dois dias na Disney mais uns dois ou três na cidade). Provavelmente amanhã eu vou colocar uma outra novidade que os futeboleiros vão invejar. Mas isso eu coloco amanhã.




Tschüs!!

domingo, 3 de outubro de 2010

Oktoberfest - Parte 2

Moin Moin, folks!

Onde eu havia parado... ah! Chegamos na Oktoberfest!

Era 07:30. Paramos o ônibus em uma espécie de ponto de desembarque de ônibus. Só havia o nosso, na hora, mas o local era enorme. Dava para ver que era algo preparado para que o pessoal chegasse na festa, porque havia muita gente indo para a Oktoberfest.

Vocês devem estar pensando: "07:30, indo para a Oktoberfest? fumaram o quê?". Como diz o Arnaldo César Coelho, a regra é clara. Nos galpões da Oktober daqui, só pode comprar canecos de chope quem está sentado em uma mesa. Só arranja uma mesa quem chega cedo. Os galpões principais lotam já na abertura dos portões.





E como havia galpões! Não sei quantos, mas cada cervejaria grande daqui tem um galpão (cada cervejaria da Alemanha, então a concorrência é feroz, sacaram?). Tinha da Franziscaner, da Paulaner, de várias. Não tinha da Becks, aqui de Bremen, mas o pessoal do sul acha a Becks um mijo. Eu digo que dá de dez a zero nas brasileiras, então imaginem o naipe da Paulaner.

E foi no galpão da Paulaner que eu entrei. Um dos, para dizer a verdade. A Paulaner tem dois galpões. Eu imagino que seja para dois tipos diferentes de chope, mas não posso garantir. Para entrar no galpão, foi uma odisseia. Primeiro que, ao chegar, já havia uma fila grande. "Fila" não é nome correto para aquele monte de gente atulhada em frente a um cordão de isolamento, mas na falta de uma palavra melhor, vai fila mesmo. De repente, a galera começou a sair puteada daquela suposta entrada e a ir para um lugar uns dez metros ao lado. Descobrimos que o local não era aquele. Ainda não haviam aberto os portões, ainda. Fomos para o lado. Aí, ouvimos falar de uma outra entrada do outro lado que seria mais tranquila. Quando começamos a caminhar, abriram os portões de onde estávamos. Como dizia o poeta, "ih, fodeu" (licença poética, eu posso usar palavrões).

Me arrependo até esse momento de não ter gravado esse momento. Só parei para gravar quando já havíamos arranjado a nossa mesa. Foi uma zoeira. Todo mundo entrou correndo, sem revista da segurança nem nada. Quem entrava, subia em uma mesa e gritava para os amigos algo do tipo "eu estou aqui, arranjei uma mesa". Demos sorte e conseguimos a nossa. Depois, trocamos de mesa com outro grupo e fomos mais para perto de onde vinham os chopes.



Depois de uns vinte minutos, começaram a servir os chopes, sob largos aplausos da multidão. Vocês já viram fotos de como são carregados?



Cada caneco pesa um quilo, mais ou menos. Me disseram que é um quilo e meio, mas eu não tenho certeza. Toca mais um litro de chope e temos dois litros/caneco. Cada garçonete carrega dez canecos desses por tacada. Vocês fazem isso com frequência? Eu só faço isso na academia, e digo que é difícil.

Outra coisa sobre a imagem acima. Bonita, a garota, né? Todo solteirão sonha em ir para a Oktoberfest e ver essas lendárias garçonetes daqui. O meu galpão não teve disso. As garçonetes (pelo menos as que eu vi) eram todas as senhoras, velhas de guerra da Oktoberfest. Havia três mulheres que passavam pela minha mesa. Uma era gente-boníssima, outra, meia-boca. A terceira devia estar na TPM. Ô mulher infernal. Deve ser porque acordou tarde e não teve tempo de depilar o bigode. Bigoduda dos infernos.

Mas, esqueçamos as garçonetes e nos concentremos no que importa. Festaaaa!


Detalhe do vídeo: a garota que fez ele se ofereceu para bater uma foto para nós. Em inglês. Ela sabia que éramos brasileiros. Reparem que, quando eu falo para ela, em inglês, que era para era parar o vídeo, pois estava gravando, ela diz "ah tá!"

E a cerveja? Era boa?


A imagem diz tudo.

O local é muito legal. No meio do galpão, tinha o palco. No começo, tocou só bandas instrumentais e, no final, houve bandas com vocal. Vou dizer que me faltou aquele estilo de música de oktober mais brasileiro, com a galera dançando e fazendo escarceu. Mas não era ruim, não.

Depois que começaram a servir os chopes, alguns grupos resolviam tentar ver quem conseguia virar um caneco inteiro. Nessas horas, todo o galpão gritava e fazia baderna. Se conseguisse, o cara era aplaudido. Se não conseguisse, passava vergonha. Quem manda querer se pagar?

Havia mais brasileiros lá! Na verdade, isso é meio óbvio, se considerar que brasileiro gosta de se espalhar pelo planeta. Descobrimos mais ou menos quantos havia lá, porque um grupo a uns cinco metros começou a cantar aquela clássica "eeeeeu sou brasileeeeeeiro, com muito orguuuuuuuuulhooooo, com muito amooooor". Na hora, nós acompanhamos. Depois, vimos mais uns dois grupos. Era um grupo de paulistas (que nós chamávamos de corinthianos), um grupo que incluia um cara com a camisa do Cruzeiro, outro grupo com um cara com a camisa do Fluminense e um ou outro avulso, por aí. Havia também dois caras, um com uma camisa do Grêmio e outro com a do Juventude. Quando nós acabamos de cantar e descemos dos bancos (ah, havíamos subido nos bancos), apareceu um segurança com cara de mau e disse "se subirem de novo, eu ponho para fora. Depois das 18:00, pode. Antes, não. Lembrem desse horário: 18:00.


Eu acho que eu gravei esse vídeo antes das 14:00.

Quem vê isso pensa "os brasileiros dominam!". Não é bem assim. Os italianos dominam. Fica fácil, a fronteira é logo ali. Volta e meia eles cantavam algo como "bebo, bebo, bla bla bla bla". Aí dava para ver que tinha muito italiano naquele lugar. Tudo tarado sem-vergonha. No final da festa, tinha um até querendo bater fotos das garotas do nosso grupo. Adivinha de que parte do corpo? Cheguei do lado e falei "nã nã". Ele deu uma chorada, mas saltou fora.

Cara, chegou uma hora que eu olhei o relógio pensando "deve ser umas três e meia, já...". Era 12:45. Nós entramos muito cedo. Só estava no começo...

Meu primeiro rango do dia no galpão foi um Gulash de sei lá o que. Veio uma sopa de salsicha. Na primeira colherada, eu falei "pô, é bom, apimentadinho". Na quinta colherada, eu já estava dando um gole de cerveja por colherada, para baixar a queimação da pimenta.

Que lugar abafado. Para o meu azar, exatamente o nosso ponto no galpão era assim. Quando eu andava por outros pontos, não era tão ruim. Chegou uma hora que eu quase desmaiei, por falta de ar. Minha pressão devia estar muito baixa. Aí, uma das brasileiras falou para mim ir dar uma volta, tirar a camisa por baixo da do Criciúma, que eu ia me sentir melhor. Que bom que ela avisou isso, senão eu teria problemas.


Vocês já viram o mundo através do fundo de um caneco? É relativamente fácil. Beba até o fim. Digo "relativamente" porque, depois de quatro desses, a sua visão de mundo começa a mudar. Ela fica mais caótica e cheia de imagens estranhas.

No final do dia, tocaram as melhores bandas. Todo mundo em cima dos bancos e das mesas, cantando alto. Nessa hora que teve mais acidentes. Imagine um banco desses de salão de festas, com cinco caras bêbados em cima. É uma receita para a merda. Vi vários desses virarem, gente caindo nas mesas, derrubando quem estivesse do lado. Um desses virou até briga, na mesa ao nosso lado. A briga mais estranha que eu vi em muito tempo, para dizer a verdade. Tudo invertido. A pessoa que eu acho que provocou a queda coletiva se queimou com um cara que parecia estar na dele e deu um chute no peito. Depois, ainda tentou partir para cima, mas seguraram ele. O outro, que levou o chute no peito, poderia ter aberto a cabeça do primeiro, porque estava com um caneco na mão. Aparentemente, ele tinha ainda um pouco de ciência do estrago que faria, pois nem sequer levantou a mão para avançar no cara. Só manteve ele afastado.

Na mesa ao lado da nossa também tinha gente fazendo cagada. Um cara caiu por cima da gente umas quatro vezes. As garotas reclamaram com ele que ele estava fazendo palhaçada, que poderia machucar a gente uma hora dessas, mas eles só fizeram troça, a princípio. Aí as gurias deram de dedo na cara deles e falaram algumas frases carinhosas como "eu vou chamar a segurança, seu son of a bitch e eles resolveram baixar a bola.

Quando a festa estava já de noite, eu comprei o meu segundo prato do dia: Schweinebraten. Talvez não seja assim que se escreva, mas eu estou com preguiça para pesquisar. Custou uma facada - 13 euros - mas valeu cada centavo. Muito bom. A batata que veio junto (correção: A batata) tinha uma consistência que eu nunca tinha provado. Provavelmente, era feita com panela de pressão, mas não era só isso. O que mais, eu não sei. Não quis perguntar para o cozinheiro, vocês me entendem?

Lá pelo final da festa, os guris conheceram uma canadense lá e se engraçaram com ela. A garota era super receptiva, dançava com eles, deixava eles apertarem a bunda dela e tudo. Como se isso já não fosse estranho por si só, volta e meia, passava um cara mais velho pela mesa, falava algo com ela em holandês e vazava. Não tinha cara de irmão e eu duvido que fosse um namorado tão liberal assim. A tal garota se encarnou na de um gos guris e, quando o cara voltou e falou "precisamos ir", ela olhou para o cara do grupo e disse "vamos?"

Adivinha se ele foi? Ele voltou já lá pena finaleiríssma da festa, feliz da vida. Enquanto ele estava fora, um dos outros guris falou que havia perguntado para a garota quem era aquele cara mais velho. Ela respondeu de boa "ah, he is my pimp". Pois é, está aí a explicação da tamanha... recepção calorosa dela para os meus amigos e as suas mãos.

A festa acabou oficialmente às 22:30. Depois disso, foi voltar para o ônibus e partir. Aí, parecia um final de festa como qualquer outro aí. Brigas, DRs de namorados, gente bêbada, poças de vômito, coisas assim. Eu até havia tentado convencer o pessoal no começo da festa a sairmos do galpão no final e tentar a montanha russa, mas não fui ouvido. Paciência.

É isso. Quanto à volta, foi bem mais tranquila. Todo mundo contando as suas histórias, o que viu de engraçado, o que o deixou irritado, o que não se lembra pelo excesso de chope (tá, isso é impossível; foi só uma brincadeira). A única diferença da volta é que nós estávamos todos como eu falei no post anterior: "extremamente suado, com o cabelo parecendo um medidor de óleo de carro, a roupa fedendo, a camiseta do Tigre com cerveja derrubada, uma escovada de dentes em toda a viagem... enfim, um garoto alemão normal indo para a balada na sexta". Com a diferença que eles não usavam uma camisa do Tigre, para a sua infelicidade extrema.

Último detalhe: comprei um caneco oficial da festa!
ALEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE


Agora, eu tenho outra foto para postar nos momentos de alegria aqui. Se bem que eu prefiro a outra foto. Nela eu represento melhor um momento de felicidade extrema.

É isso! Espero que tenham gostado da narrativa. Garanto que todos os meus relatos são verídicos, já que eu não cheguei a ficar de porre. Semana que vem, eu vou para Berlin, e posto mais coisas lá.

Tschüs!!!

Oktoberfest - Parte 1

Moin Moin, moçada!

Cara, como é bom estar de banho tomado, dentes escovados, cheirando a desodorante e com o cabelo limpinho. Começo este post dessa forma, porque eu acabei a minha aventura pela Oktoberfest de Munique (ou München, se quiserem se pagar de malandros para os outros) exatamente da maneira oposta a isso: extremamente suado, com o cabelo parecendo um medidor de óleo de carro, a roupa fedendo, a camiseta do Tigre com cerveja derrubada, uma escovada de dentes em toda a viagem... enfim, um garoto alemão normal indo para a balada na sexta.

Comecemos a narrativa desta epopeia. Já aviso que vou dividi-la em tres partes. Aconteceu tanta coisa que, se eu colocasse isso em um post apenas, seria desconfortável de ler.

A saída de Bremen foi às 18:00. O grupo de brasileiros tinha dez pessoas. Até aí, tudo normal. O negócio começou a ficar estranho quando o ônibus partiu e nós reparamos que só havia nós no busão. Peraí: o ônibus só para nós?

ALEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE






Mas a alegria durou pouco. Dizer que durou pouco não exprime bem a realidade, porque isso não passa a real sensação de desespero que tomou conta de nós quando o guia contou que passaríamos por Köln (Colônia, malandragem) para pegar mais gente no caminho. É algo como ir de Criciúma a Joinville passando por Lages. Belezoca, hein?

Enquanto não chegávamos à nossa primeira parada, fomos aproveitando o ônibus apenas para nós. Bebidas rolando, som tocando pagode e sertanejo universitário - uma das garotas levou uma daquelas caixinhas portáteis, que funcionam a pilha - enfim, uma mordomia.



Alguns dos guris do nosso grupo foram com roupas tradicionais da Bavária (Bayer, malandragem). Camisa de botão, suspensórios e bermuda com meia alta. Chique no úrtimo. Depois, quando entraram os alemães no ônibus, eu pude reparar que eles não seriam a exceção. A galera da Alemanha curte pacas ir para a Oktober com roupas típicas. As garotas se vestem com vestidos, também. Até o mau cheiro dos alemães tradicionais eles estavam imitando, pois já na ida os brasileiros começaram a reclamar do odor de asa que contaminou o ambiente depois de certo tempo que eles entraram. Como o meu nariz é um elefante branco (é grande e não funciona), zero problemas com isso, por enquanto.

Os alemães tinham um jeito estranho de bebemorar a ida para a Oktober. A Kaline (alguns conhecem ela daí: frequentadora das antigas na quarta da caipirinha, lembram? Mundinho pequeno, esse, hein?) comentou que o negócio deles é sentar um pouco no começo, beber e, quando estiverem com o estômago forrado de álcool, começar a berrar, fazer cagadas, etc. Realmente. Deu um tempo depois de eles começarem a beber e eles começaram a beber, fazer cagadas, etc.

Quando estávamos chegando em Köln, uma surpresa animal. A catedral de Colônia (ou Kölner Dom) era bem do lado da rodoviária. O ônibus parou e o guia avisou: vocês tem quinze minutos para ir ao banheiro, comer algo, whatever. Adivinha o que fizemos?







Este trecho eu retirei da wikipédia, falando sobre a catedral de Colônia:


Landmarks

Churches
Repararam no tempo que levaram para terminar a obra? Ela tem 157 metros de altura. Para efeito de comparação, o edifício Cavaler, em Criciúma, tem 104 metros. Foi um dos poucos edifícios poupados pelos bombardeiros aliados nos vergonhosos bombardeios às cidades alemãs no final da segunda guerra mundial. Enquanto a cidade de Colônia ardia, a igreja ficou em pé, apesar de ter sido atingida 14 vezes durante os bombardeios.



Depois de ir à catedral correndo, filmar correndo, bater fotos correndo e voltar correndo para o ônibus porque achávamos que seriam só quinze minutos de parada, esperamos mais 25 minutos no ônibus. Eu com uma puta senhora vontade de urinar. Não sei o porquê, mas acho que o ônibus em que nós fomos não obedece às leis da relatividade. Toda vez que o ônibus parava e era anunciada uma parada de 15 minutos, dentro dele passavam-se uns 40 minutos. Nós não estávamos perto da velocidade da luz, pô!

Chegou a noite e a brasileirada apagou de vez. Os alemães, que começaram a beber mais tarde, continuaram um pouco, mas depois pararam. Aí fizemos a nossa última parada para pegar gente.

Nesse momento, eu faço uma pausa para expressar o meu carinho pelo povo alemão.

POVO FILHO DE UMA PUTA! PERDERAM A GUERRA? BEM-FEITO!

Digo isso porque os caras que subiram ("caras" é uma expressão; havia garotas entre eles) por último entraram no ônibus lá pelas 03:00. Eles dormiram em casa, provavelmente, acordaram e foram para o ponto de encontro. Estavam descansados, logo. Aí, os caras me sobem no ônibus, fazendo algazarra e tal. Até aí, já é meio caminho andado para a merda pegar, mas nós fingimos que não havia problema. Eis que um casal que sentou atrás da Kaline pede para ela reclinar o banco dela um pouco para a frente, porque estava desconfortável. Na posição dela, eu teria dito polidamente que não, mas, em um primeiro momento, ela manteve-se como um lorde e reclinou um pouco o banco, educadamente. Só que, não contentes, eles pediram para ela reclinar ainda mais. Ela respondeu que não, que todo mundo tinha ali o direito de reclinar o banco o quanto quisessem e não seriam eles que seriam especiais para ganhar mais espaço. Só que o idiota de trás dela começou a socar o banco dela, de pirraça.

Cara, eles ouviram tanto palavrão dela, em inglês, e do Roger, o namorado dela, em português, que a garota chegou a comentar, baixinho, "que rude!". Juro que, se não fosse a Kaline falar algumas palavras de amor aos alemães em questão, eu teria virado para trás e mandado eles chuparem um Schwarzwurst, mas um daqueles enormes. Depois disso, os alemães ficaram quietos por um tempo, voltaram a fazer baderna e dormiram, finalmente.

De manhã, paramos em um posto a meia hora do parque da Oktoberfest. Muitas excursões. Muitas. Gente de tudo quanto é canto, vestida com trajes da Bavária, de cara cheia, tomando café, pagando 0,50 euros para dar uma mijada (aqui é assim; a menos que você ache um matinho, ou como fazem os alemães mais discretos, mije embaixo de um poste iluminado ao lado do seu ônibus).

Eu já havia acordado meio azedo, por conta de uma vodka Gorbachev,  que tem aqui para vender. Aí me vem conversar um moleque de uns 18, 20 anos, completamente bêbado (estou sendo modesto ao usar o termo "completamente bêbado"). O cara olhou para a minha roupa do Tigre e já achou que era de um time local. Quando eu falei que éramos brasileiros, ele armou um barraco, falando de jogadores alemães, que parte da seleção alemã é turca, bla bla bla bla bla bla bla bla... quando eu já nem prestava mais atenção ao que aquele chucrute dizia, ele olhou para mim e perguntou: "blowjob"?

É isso mesmo, ele perguntou isso. Na frente de uns quatro brasileiros que estavam na minha roda. Eu fiquei completamente sem reação. Não sabia se mandava ele comer Scheise, batia nele, ria ou qualquer outra reação de uma pessoa normal. Em seguida a essa poesia, ele levantou a mão e começou a imitar um macaco, ou um torcedor de futebol. Até agora eu não sei o quê. Nessa hora, passou uma garota por nós, se agarrou ao braço dele e falou algo do tipo "vem". Ela deve ter falado algo como "vem, seu filho da puta", porque ela estava com uma cara de pouquíssimos amigos, tipo aquela cara que nós fazemos depois de dar de cara em uma porta de vidro, sem adesivos de sinalização. Como se não fosse o bastante para provar como ela adorava o garoto-macaco, ela chegou na beira do estacionamento, viu que havia um ônibus se aproximando e largou o braço do moleque. Ele foi, trêbado, e ela ficou no acostamento. Infelizmente, o motorista estava atento e reduziu a velocidade. Não foi nesse fim-de-semana que a seleção natural das estradas eliminou essa espécie de meninos-macacos-bêbados-cujas-amigas-os-odeiam.

Então, chegamos lá! Oktoberfest! No próximo post, vou contar como foi na festa, o que rolou de bom, de ruim, whatever.




















Ah, eu passei em frente ao estádio Allianz Arena, do Bayern München. Esta é a melhor foto que eu consegui bater, depois de achar a minha câmera, ligá-la, achar a melhor configuração e conseguir uma janela para bater a maldita foto.

O local é animal. Consegui bater uma foto decente com a arena ao fundo? Não.
FUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Despedida de alguns brasileiros

Moin Moin!

Hoje, eu fui a uma despedida de tres (tem circunflexo nesse "tres"? Maldita nova regra ortográfica) brasileiros que estão voltando para o Brasil. Talvez eu não tenha dito para vocês - além de estar com muita preguiça de olhar no blog se eu já falei disso, sem falar na minha memória fotográfica, que precisa de fotos para lembrar o que houve - que eu conheci vários brasileiros aqui.

Ok, agora me lembrei. Eu contei isso no post sobre como eu arreguei a ida para a Oktoberfest. Camiseta do Linguição da Automação, academia, bla bla bla... bom, o que importa é que eu me intrometi completamente no grupo dos caras, forcei eles a gostarem de mim, e agora eles estão começando a me convidar para as paradas.

Combinei com um cara que mora aqui perto de casa (para facilitar, vamos chamá-lo de Juan, que é o seu nome verdadeiro) de sairmos às 21:00 para ir para o local. Não é perto, pois é próximo da faculdade e eu moro a mais ou menos meia hora de distância, se pegar um ônibus que vá direto. Com os Strassenbahns demora mais (nota do autor: na falta de um "beta" no meu teclado, já que eu reconfigurei ele, vou usar "ss"; não que faça muita diferença...). O sentido de eu dizer isso, vocês entenderão mais para frente. Por enquanto, para animar um pouco, fiquem com uma foto que eu bati dentro do Strassenbahn.




Cara, foi uma festa legal. Tipo, eu ainda sou um peixe fora da água naquele grupo, mas me fez bem ir a um local cheio de brasileiros. Bater um papo em português faz uma falta aqui. Vale a pena colocar as lições de futebol americano do Gigante. Não sei o nome dele ainda, mas uma hora eu descubro. Uma figuraça. Ele faz jus ao apelido, pois deve ter 2,10[m], mais ou menos. Jogou dois anos de futebol americano profissionalmente aqui no Brasil. Não sei como alguém faz isso no Brasil, mas paciência. Ele disse, entre outras coisas interessantes, que o negócio para derrubar alguém é mirar no joelho, pois se você dá uma pancada boa no joelho de alguém, não importa o tamanho, a pessoa está em maus lençois. Para tomar um tranco, também é interessante retesar o corpo todo para sofrer menos com o impacto. Esse tipo de coisa é importante, porque diz ele que na final de campeonato que ele jogou, teve um cara que fraturou a coluna com uma ombrada nas costas. Segundo ele, não estava retesado.


Um pouco antes de voltar, eu resolvi ir ao banheiro, que era do lado da porta de entrada do apartamento. O bloco é de estudantes, então o lugar é arregadíssimo para fazer festas, bebedeiras, zoeiras e coisas do gênero. Eis que eu ouço uma batida na porta da rua. Quando eu abro, tem tres (circunflexo?) alemães na porta, olhando com uma cara deveras interessada para dentro. Aí um deles taca um Entschuldigung, gibt es Frauen hier? Como o som estava alto, o álcool não estava baixo e eu estava mais interessado em esvaziar os joelhos que entender o que ele falava, respondi que não entendo muito de alemão (essa é a melhor frase que eu falo em alemão, já que eu falo ela direto). Aí ele comentou, em inglês, que "em inglês você entende, né? Tem mulheres aí dentro?". O cara me deixou numa sinuca, porque claro que tinha mulheres! Ainda por cima, estava rolando uma roda de pagode, então os alemães estavam doidassos para entrar na festa e se pagar de turistas. Mas a casa não era minha e eu não seria idiota de deixar os caras entrarem. Para a minha sorte, apareceu outro cara lá na porta, eu larguei a batata na mão dele e fui mijar.

Pausa para um informe esportivo: Vitória 3 x 0 Avaí 





No trem da universidade até o centro, havia um grupo de espanhois. Como eu sei que são espanhois? vejam os vídeos. O primeiro é uma pérola: eles cantam a música do "Tropa de Elite". É o Brasil exportando o que tem de melhor. O segundo vídeo... bom, assistam. Só digo que eu já havia ouvido essa música nos jogos do Criciúma. Com uma letra diferente, claro (mas vamos combinar que a versão deles é massa bagaraio).








Voltei para a estação central. Aí a galera pensa: acabou a zoeira, certo? Errado. Primeiro que nós chegamos na Hauptbahnhof e o próximo trem para a minha rua saia em 55 minutos. É, 55 minutos. Para passar o tempo, eu e o Juan demos umas voltas pela estação central e o entorno. Deu para contar 2 Subways na estação (mais um que eu sei que tem ali perto), um Mac Donalds (mais outro em um local próximo) e um Burger King. Isso sem contar as inúmeras lanchonetes e vendinhas de pão com salsicha alemã. 



Eis que finalmente chega o meu trem. Eu e o Juan nos acomodamos em um canto do último vagão e ficamos esperando. Aí que a gente começou a comentar dos tipos que estavam no vagão: tinha uma senhora de uns sessenta anos sentada no fundo com óculos escuros, surfistona. O casal que estava na nossa frente era de punks, ou vai saber que diabos era aquilo. A garota tinha uma lente de contato diferente em cada olho, parecia um ciborgue. O cara tinha um cabelo que era raspado nos cantos e comprido no meio. Para serem feios, tinham que melhorar ainda. O Juan comentou uma coisa que até fez sentido. "Você pega o trem 6 e é uma beleza, pessoal universitário, gente bonita. O 10, não". É só o refugo da sociedade.  Sério.


É isso. Ah, estou quase fechando de ir para Berlin daqui a duas semanas e para Edimburgo em novembro. Texto não vai faltar nesse tal de blog.


Tschüs!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Arreguei minha ida para a Oktoberfest!

Moin Moin!

Enquanto eu espero por algo para fazer aqui no laboratório, decidi fazer um novo post neste blog. Não que eu esteja matando o serviço. É que ainda não saiu a parceria com a outra universidade para o meu projeto. Aí o que me resta é esperar. Alguns podem até estar pensando que eu estou levando uma vida boa. Honestamente, ter uma horinha pra descansar é uma boa, mas passar o dia inteiro sem ter o que fazer é angustiante. Pior é que eu preciso terminar o meu Projeto de Fim de Curso (ou PFC) até o fim de fevereiro, então esse tempo que estou perdendo é vital.
Bom, voltando às amenidades, uma novidade: consegui um meio de ir na Oktoberfest ALEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE



Tentei várias formas. Primeiro, olhei passagens de avião. Caras. Depois, procurei por trens. Até consegui a ida barata. Eu pagaria 29 Euros para ir no sábado de manhã. Só que, além de não conseguir uma volta barata - só de 100 euros para cima - ainda teria que ficar à noite em um albergue. Os preços de albergues já estão caros. Por fim, me disseram que o canal na Oktoberfest é chegar cedo, lá pelas 7 horas da manhã e, de trem, eu chegaria às 11. Acabaria tendo que pegar fila, esperar, blá blá blá... não era uma boa opção, só se eu tivesse reservado tudo cedo.
Bom, como eu consegui então? De ônibus, em uma excursão. 80 Euros, ida e volta. Saio de Bremen na sexta às 18:30, passo o sábado lá e volto domingo. Perfeito!
Aliás, é legal eu explicar como eu consegui esse arrego. Quando eu estava no Brasil, na última semana, eu encontrei na academia um cara que eu conhecia de Floripa, o Felipe (vulgo Pulga). Conversa vai, conversa vem, eu comentei que estava indo para Bremen. Aí ele me disse que conhecia algumas pessoas que estavam aqui. Depois, me passou por email esses contatos. Eu até tentei localizá-los, mas ninguém respondeu e eu os esqueci, por um tempo.
Eis que ontem, eu finalmente fui em uma academia aqui (finalmente, já não aguentava mais ficar sem minha dose semanal de dores musculares). Como eu sou um cara esperto, coloquei a minha camiseta do Linguição da Automação. Digo esperto, porque usar uma camisa com alguma coisa da sua terra é uma ótima forma de conhecer brasileiros. A melhor ainda é uma camisa de futebol, mas a do Linguição bastou.
Quando eu já estava saindo, ouvi uma garota chamando do meu lado "ei!". Quando me virei, ela olhou para a minha camisa e perguntou se eu era brasileiro (ela já sabia a resposta, convenhamos; só estava confirmando). Acabei falando com ela e mais uma amiga, e as duas disseram que conheciam um tal de Felipe de Criciúma. Uma delas era um dos contatos que o Pulga (vulgo Felipe) havia me passado. Belezoca, achei mais gente conhecida aqui! Elas me disseram que tem umas vinte pessoas de eng. de materiais da UFSC aqui em Bremen. Até me disseram que os caras almoçam, todos juntos, no Mensa (restaurante universitário) às 11:30. Daqui a pouco vou lá confirmar.
Já estou me desviando demais do tópico. Voltando... aí eu perguntei se elas sabiam se alguém ia pra Munique. Adivinha? Consegui o meu meio de ir pra lá. Elas me passaram o site para reservar a ida e eu já reserve-ei! Agora é só preparar o estômago para tomar umas cervejas (nada de salsichões, thanks) e esperar pelo dia 1o!

Moral da história: sempre use uma camisa de futebol, ou uma de uma festa brasileira, ou alguma camisa que mostre claramente que você é brasileiro, se você quiser conhecer outros brasileiros no exterior. Eu já conheci algumas pessoas só pela camiseta do Tigre. Só não use camisas da seleção brasileira, pois isso é coisa de estrangeiro (fala sério, quantas vezes você vê alguém usando camisa do Brasil aí?).




Tschüs!

sábado, 11 de setembro de 2010

11/09/2010 - visita ao Schnoor

Moin Moin!

Hoje eu voltei à Alt Stadt. Como eu estou com tempo de sobra, resolvi ver de novo o comércio e sentir um pouco a vibe do local. A princípio, pensei em ir na Liebfrauenkirche, a igreja mais antiga da cidade (século XI; esse pessoal só sabia fazer igrejas, pelo jeito), mas não dei sorte e ela estava fechada. Por um acaso do destino, acabei parando em frente ao Schnoor. Para quem não sabe, o Schnoor é uma série de ruelas na Alt Stadt, cujas casas são do século XVI. Essas casinhas foram todas transformadas em lojinhas de coisas para turistas, bares, restaurantes, coisas do gênero. Realmente, um local fascinante.

Por garantia, antes de entrar no Schnoor, eu bati uma foto em alta definição do mapa do local. Acreditem se quiser, ele foi extremamente útil. Há algumas ruelinhas que fazem os turistas se perderem fácil. Fora que, com o movimento intenso de turistas, fica difícil manter a concentração em uma rota. Tem sempre alguém batendo foto, apontando para algum canto, e é fácil de ir na onde e mudar de percurso.



Como o local tem apenas lojas, isso é basicamente o que eu vou mostrar nesse post. Mas acreditem em mim, são lojinhas sensacionais.


Por exemplo, essa é a minha favorita: uma loja que vende quebra-cabeças 3D. Na verdade, não sei esse é o nome correto, mas na falta de uma definição melhor, fica assim mesmo. Pelas fotos, vocês podem ver que não falta opções de prédios para montar: Empire State Building, o avião do Barão Vermelho (é, foi um piloto da 1ª guerra mundial que deu o nome da banda), igrejas, até o estádio do Werder Bremen é uma opção de montagem. Os quebra-cabeças vem na forma de um livro. Você compra ele, destaca as folhas, corta elas no formato indicado e vai colando uma a uma. Eu me prometi já que vou comprar um desses para montar no Brasil. Pena que o que eu queria, o Vaticano, custa muito caro (uns 50 euros, se não me engano), mas eu compro outro mais em conta.






Outra loja fantástica - e que estava fechada, é uma pena - vendia barquinhos de madeira. Ok, isso se vê no Brasil, mas alguns deles eram aqueles clássicos barquinhos montados dentro de garrafas. Dá vontade de levar tudo pra casa. Só que eles são meio salgados, então acho que vou ficar nas fotos mesmo. Ah, além disso, a loja também vendia bússolas bem trabalhadas, lunetas, coisas de navegação. No dia em que eu virar marinheiro, dou uma passada ali de novo.






Esta foto é de uma lojinha de badulaques (uma das várias) que vendia brinquedinhos de madeira, coisas do gênero. Todos extremamente caros. Só bati foto desse boneco aí porque ele me lembra vagamente uma das cenas do Shrek 1. Bom, espero que eu não seja o único.


 Essa lojinha vendia, entre outras coisas, uns bonequinhos de madeira muito caros, mas legais. Deu vontade de comprar essa caixinha de música, mas só até a hora que eu vi o preço.




Bah, essa loja estava fechada e eu realmente fiquei triste com isso. Olha só se eu não achei uma Boot? Essa bota de vidro é tradicionalíssima nas Oktoberfests da vida aqui. Quem viu o filme "Bierfest" conhece bem. Outro filme em que ela aparece, embora bem brevemente, é o "Bastardos Inglórios", na cena em que todo mundo se mata no bar. O oficial alemão está bebendo em uma Boot (das Boot é mais correto). Já me falaram que é fácil de trazer uma dessas da Oktober em Munique. Se eu conseguir ir para lá, eu com certeza vou tentar. Está um pouco complicado porque eu cheguei a pouco tempo para me programar, mas vou tentar, nem que seja de ônibus ou rachando um carro com a galera aqui.



Essa loja agora vai ser a favorita de muitos. Ela vendia peças de cerâmica, pintadas à mão e muito engraçadas. Esses porquinhos que estão dentro da loja são todos cofrinhos. A maioria está pintada com temas de times de futebol daqui. É uma pena que a foto tenha ficada desfocada, mas a da rua mostra também um deles. 35 Euros por um cofrinho dos bons. Ah, ele tem um buraco embaixo com uma rolha, então não precisa quebrar essa preciosidade se quiser tirar o dinheiro de dentro.



Por fim, dei uma passada de novo na Alt Stadt para ver o comércio. Não sei qual era a do cara de azul-turquesa, mas ele parecia uma figurassa.



Só um detalhe: agora eu sei para onde as frutas e verduras mais bonitas produzidas por aí vão. Chega a ser estranho, mas não tem um vegetal vendido aqui que tenha um machucado, uma marca de batida, que esteja meio passado, nada. Eu devo ter parecido muito bizarro para os locais batendo uma foto de morangos, mas olha o nipe deles!


Bom, se alguém quiser ver mais fotos, eu coloquei todas no orkut.

Tschüs!