Moin Moin!
Hoje, eu fui a uma despedida de tres (tem circunflexo nesse "tres"? Maldita nova regra ortográfica) brasileiros que estão voltando para o Brasil. Talvez eu não tenha dito para vocês - além de estar com muita preguiça de olhar no blog se eu já falei disso, sem falar na minha memória fotográfica, que precisa de fotos para lembrar o que houve - que eu conheci vários brasileiros aqui.
Ok, agora me lembrei. Eu contei isso no post sobre como eu arreguei a ida para a Oktoberfest. Camiseta do Linguição da Automação, academia, bla bla bla... bom, o que importa é que eu me intrometi completamente no grupo dos caras, forcei eles a gostarem de mim, e agora eles estão começando a me convidar para as paradas.
Combinei com um cara que mora aqui perto de casa (para facilitar, vamos chamá-lo de Juan, que é o seu nome verdadeiro) de sairmos às 21:00 para ir para o local. Não é perto, pois é próximo da faculdade e eu moro a mais ou menos meia hora de distância, se pegar um ônibus que vá direto. Com os Strassenbahns demora mais (nota do autor: na falta de um "beta" no meu teclado, já que eu reconfigurei ele, vou usar "ss"; não que faça muita diferença...). O sentido de eu dizer isso, vocês entenderão mais para frente. Por enquanto, para animar um pouco, fiquem com uma foto que eu bati dentro do Strassenbahn.
Cara, foi uma festa legal. Tipo, eu ainda sou um peixe fora da água naquele grupo, mas me fez bem ir a um local cheio de brasileiros. Bater um papo em português faz uma falta aqui. Vale a pena colocar as lições de futebol americano do Gigante. Não sei o nome dele ainda, mas uma hora eu descubro. Uma figuraça. Ele faz jus ao apelido, pois deve ter 2,10[m], mais ou menos. Jogou dois anos de futebol americano profissionalmente aqui no Brasil. Não sei como alguém faz isso no Brasil, mas paciência. Ele disse, entre outras coisas interessantes, que o negócio para derrubar alguém é mirar no joelho, pois se você dá uma pancada boa no joelho de alguém, não importa o tamanho, a pessoa está em maus lençois. Para tomar um tranco, também é interessante retesar o corpo todo para sofrer menos com o impacto. Esse tipo de coisa é importante, porque diz ele que na final de campeonato que ele jogou, teve um cara que fraturou a coluna com uma ombrada nas costas. Segundo ele, não estava retesado.
Um pouco antes de voltar, eu resolvi ir ao banheiro, que era do lado da porta de entrada do apartamento. O bloco é de estudantes, então o lugar é arregadíssimo para fazer festas, bebedeiras, zoeiras e coisas do gênero. Eis que eu ouço uma batida na porta da rua. Quando eu abro, tem tres (circunflexo?) alemães na porta, olhando com uma cara deveras interessada para dentro. Aí um deles taca um Entschuldigung, gibt es Frauen hier? Como o som estava alto, o álcool não estava baixo e eu estava mais interessado em esvaziar os joelhos que entender o que ele falava, respondi que não entendo muito de alemão (essa é a melhor frase que eu falo em alemão, já que eu falo ela direto). Aí ele comentou, em inglês, que "em inglês você entende, né? Tem mulheres aí dentro?". O cara me deixou numa sinuca, porque claro que tinha mulheres! Ainda por cima, estava rolando uma roda de pagode, então os alemães estavam doidassos para entrar na festa e se pagar de turistas. Mas a casa não era minha e eu não seria idiota de deixar os caras entrarem. Para a minha sorte, apareceu outro cara lá na porta, eu larguei a batata na mão dele e fui mijar.
Pausa para um informe esportivo: Vitória 3 x 0 Avaí
No trem da universidade até o centro, havia um grupo de espanhois. Como eu sei que são espanhois? vejam os vídeos. O primeiro é uma pérola: eles cantam a música do "Tropa de Elite". É o Brasil exportando o que tem de melhor. O segundo vídeo... bom, assistam. Só digo que eu já havia ouvido essa música nos jogos do Criciúma. Com uma letra diferente, claro (mas vamos combinar que a versão deles é massa bagaraio).
Voltei para a estação central. Aí a galera pensa: acabou a zoeira, certo? Errado. Primeiro que nós chegamos na Hauptbahnhof e o próximo trem para a minha rua saia em 55 minutos. É, 55 minutos. Para passar o tempo, eu e o Juan demos umas voltas pela estação central e o entorno. Deu para contar 2 Subways na estação (mais um que eu sei que tem ali perto), um Mac Donalds (mais outro em um local próximo) e um Burger King. Isso sem contar as inúmeras lanchonetes e vendinhas de pão com salsicha alemã.
Eis que finalmente chega o meu trem. Eu e o Juan nos acomodamos em um canto do último vagão e ficamos esperando. Aí que a gente começou a comentar dos tipos que estavam no vagão: tinha uma senhora de uns sessenta anos sentada no fundo com óculos escuros, surfistona. O casal que estava na nossa frente era de punks, ou vai saber que diabos era aquilo. A garota tinha uma lente de contato diferente em cada olho, parecia um ciborgue. O cara tinha um cabelo que era raspado nos cantos e comprido no meio. Para serem feios, tinham que melhorar ainda. O Juan comentou uma coisa que até fez sentido. "Você pega o trem 6 e é uma beleza, pessoal universitário, gente bonita. O 10, não". É só o refugo da sociedade. Sério.
É isso. Ah, estou quase fechando de ir para Berlin daqui a duas semanas e para Edimburgo em novembro. Texto não vai faltar nesse tal de blog.
Tschüs!
Este é um blog das minhas desventuras na Alemanha. Se eu não morrer ou perder os dedos (ou ambos), continuarei postando porcarias, pornografias e outras coisas que todo mundo adora. Sobre os nomes do blog: Höchstgeschwindigkeit - significa velocidade máxima; Arbeitslosenunterstützungversicherung - seguro-desemprego (se você não arranjar um emprego antes de terminar de falar esta palavra, seu currículo é uma bosta).
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gostei dos 3x0 uhauahuahauhauhauhahauha
ResponderExcluirte amo!!