Moin Moin!
Finalmente chegou o fim-de-semana. Estive correndo atrás de moradia. Não tem sido fácil, pois a moradia estudantil é concorridíssima e os locatários preferem quem vá ficar por mais tempo que seis meses. Whatever...
Deixando isso de lado, vou escrever um pouco sobre as minhas visitas por aqui. No sábado, fui para a cidade antiga (Alt Stadt) usando a minha camisa do Tigre. Bendito momento que eu lembrei de usá-la. Ao longo da narrativa, vocês vão entender.
Chegando ao centro, resolvi comer alguma coisa. Nem pensei duas vezes, fui logo em um local que eu sabia que me agradaria. Comida alemã? Nein, danke shön. Eu fui no Subway. SUBWAAAY! Adoro esse negócio, rapaz. Vai ver porque: 1 - eu adoro sanduíche; 2 - os molhos deles são muito bons; 3 - o preço é aceitável.
Quando eu entro na lanchonete, meus olhos batem de cara em uma camiseta do Sport Club do Recife. Já cumprimentei o dono da camisa. Quando eu sentei com o meu sanduíche, um dos companheiros dos usuário da camisa do Sport me perguntou se eu sabia chegar ao estádio do Werder Bremen. Para a sorte deles, eu sempre levo um mapa no bolso (dica de viagem: ao chegar a uma cidade, sempre procure o balcão de informações turísticas para arranjar um mapa; de preferência, um que tenha mapa ferroviário e rodoviário). Os pernambucanos já me chamaram para sentar junto com eles. Os caras - cinco, no total - estão na Alemanha para fazer treinamento para a sua empresa.
Depois de comer, me despedi dos pernambucanos e fui para a cidade velha. Enquanto eu caminhava, ouvi alguém perguntar, do meu lado, em português: "tu é catarinense?"
Consegui mais um conhecido por aqui. Obrigado, Tigrão! O tal cara (o nome é Marcelo) me falou que estava querendo comer alguma coisa de uma banquinha de frutos do mar, mas não queria que fizessem um tal pão com peixe (o pessoal tem uma criatividade para misturar comidas que é fantástica). Como eu falava um pouco mais de alemão que ele, me ofereci para ajudar.
Aliás, outra coisa engraçada era o modo de preparo do peixe. Frito. Aí há quem diga "é só escorrer a banha e tá bom". Avise isso para a cozinheira. Ela tirou o pedaço de peixe da frigideira e tacou direto no prato, pingando saúde e alegria para o consumidor. Para balancear o prato, uma espécie de maionese com batata. Light ao extremo.
Como ele estava andando sem companhia, assim como eu, resolvemos caminhar pelo centro para bater umas fotos. Mas antes, algo importantíssimo.
Comprei um caneco ALEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!
Depois de eu comprar esta obra de arte em matéria de armazenagem e isolamento térmico de cerveja, chopp, refrigerante, suco e outros líquidos, finalmente fomos bater algumas fotos. Neste momento, acho que as imagens falam por si só...
Reparem bem na placa acima da porta: desde 1405. Quando Cabral chegou no Brasil já havia gente enchendo a cara nesse barzinho, que hoje é uma venda de vinhos.
(deu alguma falha aqui para dar upload nas fotos. Bom, vocês tem o meu orkut, as fotos estão lá hehehehehehehehehehe)
À noite, eu e o Marcelo fomos no mesmo pub que eu fui na quarta com os escoceses. Chegando lá, estava muito cheio. Acabamos sentando em uma mesa que estava quase vazia. Havia apenas uma garota, com cara que não conhecia muito o local. Quando uma garçonete veio falar com ela, esta garçonete falou em espanhol. Perguntei para a garota, em alemão, se ela falava alemão. Ela fez uma careta como se não entendesse. Juntei tudo que eu conheço espanhol e perguntei "hablas español?". Ela falou algo do tipo "um tiquinho". Aí eu pensei "não é possível que ela fale português. Bom, vou tentar...". Quando eu perguntei se ela falava português, ela abriu um sorriso e repondeu, com um sotaque da terrinha de Lisboa, "vocês são portugueses?". Achamos mais gente para falar em português.
E não era só. Depois chegaram os amigos dela. Eles fazem parte de uma universidade que recebe gente do mundo todo. Na nossa mesa havia, no final das contas, dois brasileiros, uma portuguesa, uma filipina, um colombiano, um venezuelano e um cara do Zimbábue (não sei se é zimbabueano, zimbabuense, zibambino, whatever). Aliás, esse cara do Zimbábue adorava pagar rodadas para todos, apesar de todos nós repetirmos várias vezes que não era necessário. Segundo comentário do Marcelo (e com o meu aval), o cara deve ser príncipe do Zimbábue ou algo assim.
Da esquerda para a direita: Marcelo, Rita (Portugal), Tarek (príncipe do Zimbábue, salve ó vossa majestade), os garotos da Venezuela e Colômbia, a garota filipina e o garotão aqui. Não lembro dos nomes dos três últimos. Sorry, guys.
Hoje, voltei à cidade velha de tarde. Dei sorte! A catedral de St. Petri estava aberta para visitas! Cara, é gigantesco por dentro. Também, não era de se esperar menos de uma igreja que deve ter a altura do Crisul Hotel. O local é preservadíssmo, cheio de pinturas do século 15, funciona parcialmente como um museu, apesar de ainda ter missas. Há, no museu, roupas de um bispo do século 13, moedas variando desde o século 11 ao 16, cálices, Bíblias antigas... bom, vejam algumas fotos aí. Lembrando que tem todas as fotos de hoje no meu orkut.
Olha as cinco estátuas fazendo pose hauahauhauauhauhahuahuahuaahuuauhauhauahahuaahuuh
Bom, de hoje foi isso. Amanhã volto à labuta, então acho que vocês só verão atualização nesse blog no próximo fim-de-semana.
Tschüs!
Me diverti horrores lendo o post! ehuaheuaeuhuaehaeuea... Especialmente a parte que descreve as maravilhas da nova caneca.
ResponderExcluirVou avisar o pai sobre o texto novo...
Beijooo!