domingo, 3 de outubro de 2010

Oktoberfest - Parte 2

Moin Moin, folks!

Onde eu havia parado... ah! Chegamos na Oktoberfest!

Era 07:30. Paramos o ônibus em uma espécie de ponto de desembarque de ônibus. Só havia o nosso, na hora, mas o local era enorme. Dava para ver que era algo preparado para que o pessoal chegasse na festa, porque havia muita gente indo para a Oktoberfest.

Vocês devem estar pensando: "07:30, indo para a Oktoberfest? fumaram o quê?". Como diz o Arnaldo César Coelho, a regra é clara. Nos galpões da Oktober daqui, só pode comprar canecos de chope quem está sentado em uma mesa. Só arranja uma mesa quem chega cedo. Os galpões principais lotam já na abertura dos portões.





E como havia galpões! Não sei quantos, mas cada cervejaria grande daqui tem um galpão (cada cervejaria da Alemanha, então a concorrência é feroz, sacaram?). Tinha da Franziscaner, da Paulaner, de várias. Não tinha da Becks, aqui de Bremen, mas o pessoal do sul acha a Becks um mijo. Eu digo que dá de dez a zero nas brasileiras, então imaginem o naipe da Paulaner.

E foi no galpão da Paulaner que eu entrei. Um dos, para dizer a verdade. A Paulaner tem dois galpões. Eu imagino que seja para dois tipos diferentes de chope, mas não posso garantir. Para entrar no galpão, foi uma odisseia. Primeiro que, ao chegar, já havia uma fila grande. "Fila" não é nome correto para aquele monte de gente atulhada em frente a um cordão de isolamento, mas na falta de uma palavra melhor, vai fila mesmo. De repente, a galera começou a sair puteada daquela suposta entrada e a ir para um lugar uns dez metros ao lado. Descobrimos que o local não era aquele. Ainda não haviam aberto os portões, ainda. Fomos para o lado. Aí, ouvimos falar de uma outra entrada do outro lado que seria mais tranquila. Quando começamos a caminhar, abriram os portões de onde estávamos. Como dizia o poeta, "ih, fodeu" (licença poética, eu posso usar palavrões).

Me arrependo até esse momento de não ter gravado esse momento. Só parei para gravar quando já havíamos arranjado a nossa mesa. Foi uma zoeira. Todo mundo entrou correndo, sem revista da segurança nem nada. Quem entrava, subia em uma mesa e gritava para os amigos algo do tipo "eu estou aqui, arranjei uma mesa". Demos sorte e conseguimos a nossa. Depois, trocamos de mesa com outro grupo e fomos mais para perto de onde vinham os chopes.



Depois de uns vinte minutos, começaram a servir os chopes, sob largos aplausos da multidão. Vocês já viram fotos de como são carregados?



Cada caneco pesa um quilo, mais ou menos. Me disseram que é um quilo e meio, mas eu não tenho certeza. Toca mais um litro de chope e temos dois litros/caneco. Cada garçonete carrega dez canecos desses por tacada. Vocês fazem isso com frequência? Eu só faço isso na academia, e digo que é difícil.

Outra coisa sobre a imagem acima. Bonita, a garota, né? Todo solteirão sonha em ir para a Oktoberfest e ver essas lendárias garçonetes daqui. O meu galpão não teve disso. As garçonetes (pelo menos as que eu vi) eram todas as senhoras, velhas de guerra da Oktoberfest. Havia três mulheres que passavam pela minha mesa. Uma era gente-boníssima, outra, meia-boca. A terceira devia estar na TPM. Ô mulher infernal. Deve ser porque acordou tarde e não teve tempo de depilar o bigode. Bigoduda dos infernos.

Mas, esqueçamos as garçonetes e nos concentremos no que importa. Festaaaa!


Detalhe do vídeo: a garota que fez ele se ofereceu para bater uma foto para nós. Em inglês. Ela sabia que éramos brasileiros. Reparem que, quando eu falo para ela, em inglês, que era para era parar o vídeo, pois estava gravando, ela diz "ah tá!"

E a cerveja? Era boa?


A imagem diz tudo.

O local é muito legal. No meio do galpão, tinha o palco. No começo, tocou só bandas instrumentais e, no final, houve bandas com vocal. Vou dizer que me faltou aquele estilo de música de oktober mais brasileiro, com a galera dançando e fazendo escarceu. Mas não era ruim, não.

Depois que começaram a servir os chopes, alguns grupos resolviam tentar ver quem conseguia virar um caneco inteiro. Nessas horas, todo o galpão gritava e fazia baderna. Se conseguisse, o cara era aplaudido. Se não conseguisse, passava vergonha. Quem manda querer se pagar?

Havia mais brasileiros lá! Na verdade, isso é meio óbvio, se considerar que brasileiro gosta de se espalhar pelo planeta. Descobrimos mais ou menos quantos havia lá, porque um grupo a uns cinco metros começou a cantar aquela clássica "eeeeeu sou brasileeeeeeiro, com muito orguuuuuuuuulhooooo, com muito amooooor". Na hora, nós acompanhamos. Depois, vimos mais uns dois grupos. Era um grupo de paulistas (que nós chamávamos de corinthianos), um grupo que incluia um cara com a camisa do Cruzeiro, outro grupo com um cara com a camisa do Fluminense e um ou outro avulso, por aí. Havia também dois caras, um com uma camisa do Grêmio e outro com a do Juventude. Quando nós acabamos de cantar e descemos dos bancos (ah, havíamos subido nos bancos), apareceu um segurança com cara de mau e disse "se subirem de novo, eu ponho para fora. Depois das 18:00, pode. Antes, não. Lembrem desse horário: 18:00.


Eu acho que eu gravei esse vídeo antes das 14:00.

Quem vê isso pensa "os brasileiros dominam!". Não é bem assim. Os italianos dominam. Fica fácil, a fronteira é logo ali. Volta e meia eles cantavam algo como "bebo, bebo, bla bla bla bla". Aí dava para ver que tinha muito italiano naquele lugar. Tudo tarado sem-vergonha. No final da festa, tinha um até querendo bater fotos das garotas do nosso grupo. Adivinha de que parte do corpo? Cheguei do lado e falei "nã nã". Ele deu uma chorada, mas saltou fora.

Cara, chegou uma hora que eu olhei o relógio pensando "deve ser umas três e meia, já...". Era 12:45. Nós entramos muito cedo. Só estava no começo...

Meu primeiro rango do dia no galpão foi um Gulash de sei lá o que. Veio uma sopa de salsicha. Na primeira colherada, eu falei "pô, é bom, apimentadinho". Na quinta colherada, eu já estava dando um gole de cerveja por colherada, para baixar a queimação da pimenta.

Que lugar abafado. Para o meu azar, exatamente o nosso ponto no galpão era assim. Quando eu andava por outros pontos, não era tão ruim. Chegou uma hora que eu quase desmaiei, por falta de ar. Minha pressão devia estar muito baixa. Aí, uma das brasileiras falou para mim ir dar uma volta, tirar a camisa por baixo da do Criciúma, que eu ia me sentir melhor. Que bom que ela avisou isso, senão eu teria problemas.


Vocês já viram o mundo através do fundo de um caneco? É relativamente fácil. Beba até o fim. Digo "relativamente" porque, depois de quatro desses, a sua visão de mundo começa a mudar. Ela fica mais caótica e cheia de imagens estranhas.

No final do dia, tocaram as melhores bandas. Todo mundo em cima dos bancos e das mesas, cantando alto. Nessa hora que teve mais acidentes. Imagine um banco desses de salão de festas, com cinco caras bêbados em cima. É uma receita para a merda. Vi vários desses virarem, gente caindo nas mesas, derrubando quem estivesse do lado. Um desses virou até briga, na mesa ao nosso lado. A briga mais estranha que eu vi em muito tempo, para dizer a verdade. Tudo invertido. A pessoa que eu acho que provocou a queda coletiva se queimou com um cara que parecia estar na dele e deu um chute no peito. Depois, ainda tentou partir para cima, mas seguraram ele. O outro, que levou o chute no peito, poderia ter aberto a cabeça do primeiro, porque estava com um caneco na mão. Aparentemente, ele tinha ainda um pouco de ciência do estrago que faria, pois nem sequer levantou a mão para avançar no cara. Só manteve ele afastado.

Na mesa ao lado da nossa também tinha gente fazendo cagada. Um cara caiu por cima da gente umas quatro vezes. As garotas reclamaram com ele que ele estava fazendo palhaçada, que poderia machucar a gente uma hora dessas, mas eles só fizeram troça, a princípio. Aí as gurias deram de dedo na cara deles e falaram algumas frases carinhosas como "eu vou chamar a segurança, seu son of a bitch e eles resolveram baixar a bola.

Quando a festa estava já de noite, eu comprei o meu segundo prato do dia: Schweinebraten. Talvez não seja assim que se escreva, mas eu estou com preguiça para pesquisar. Custou uma facada - 13 euros - mas valeu cada centavo. Muito bom. A batata que veio junto (correção: A batata) tinha uma consistência que eu nunca tinha provado. Provavelmente, era feita com panela de pressão, mas não era só isso. O que mais, eu não sei. Não quis perguntar para o cozinheiro, vocês me entendem?

Lá pelo final da festa, os guris conheceram uma canadense lá e se engraçaram com ela. A garota era super receptiva, dançava com eles, deixava eles apertarem a bunda dela e tudo. Como se isso já não fosse estranho por si só, volta e meia, passava um cara mais velho pela mesa, falava algo com ela em holandês e vazava. Não tinha cara de irmão e eu duvido que fosse um namorado tão liberal assim. A tal garota se encarnou na de um gos guris e, quando o cara voltou e falou "precisamos ir", ela olhou para o cara do grupo e disse "vamos?"

Adivinha se ele foi? Ele voltou já lá pena finaleiríssma da festa, feliz da vida. Enquanto ele estava fora, um dos outros guris falou que havia perguntado para a garota quem era aquele cara mais velho. Ela respondeu de boa "ah, he is my pimp". Pois é, está aí a explicação da tamanha... recepção calorosa dela para os meus amigos e as suas mãos.

A festa acabou oficialmente às 22:30. Depois disso, foi voltar para o ônibus e partir. Aí, parecia um final de festa como qualquer outro aí. Brigas, DRs de namorados, gente bêbada, poças de vômito, coisas assim. Eu até havia tentado convencer o pessoal no começo da festa a sairmos do galpão no final e tentar a montanha russa, mas não fui ouvido. Paciência.

É isso. Quanto à volta, foi bem mais tranquila. Todo mundo contando as suas histórias, o que viu de engraçado, o que o deixou irritado, o que não se lembra pelo excesso de chope (tá, isso é impossível; foi só uma brincadeira). A única diferença da volta é que nós estávamos todos como eu falei no post anterior: "extremamente suado, com o cabelo parecendo um medidor de óleo de carro, a roupa fedendo, a camiseta do Tigre com cerveja derrubada, uma escovada de dentes em toda a viagem... enfim, um garoto alemão normal indo para a balada na sexta". Com a diferença que eles não usavam uma camisa do Tigre, para a sua infelicidade extrema.

Último detalhe: comprei um caneco oficial da festa!
ALEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE


Agora, eu tenho outra foto para postar nos momentos de alegria aqui. Se bem que eu prefiro a outra foto. Nela eu represento melhor um momento de felicidade extrema.

É isso! Espero que tenham gostado da narrativa. Garanto que todos os meus relatos são verídicos, já que eu não cheguei a ficar de porre. Semana que vem, eu vou para Berlin, e posto mais coisas lá.

Tschüs!!!

Oktoberfest - Parte 1

Moin Moin, moçada!

Cara, como é bom estar de banho tomado, dentes escovados, cheirando a desodorante e com o cabelo limpinho. Começo este post dessa forma, porque eu acabei a minha aventura pela Oktoberfest de Munique (ou München, se quiserem se pagar de malandros para os outros) exatamente da maneira oposta a isso: extremamente suado, com o cabelo parecendo um medidor de óleo de carro, a roupa fedendo, a camiseta do Tigre com cerveja derrubada, uma escovada de dentes em toda a viagem... enfim, um garoto alemão normal indo para a balada na sexta.

Comecemos a narrativa desta epopeia. Já aviso que vou dividi-la em tres partes. Aconteceu tanta coisa que, se eu colocasse isso em um post apenas, seria desconfortável de ler.

A saída de Bremen foi às 18:00. O grupo de brasileiros tinha dez pessoas. Até aí, tudo normal. O negócio começou a ficar estranho quando o ônibus partiu e nós reparamos que só havia nós no busão. Peraí: o ônibus só para nós?

ALEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE






Mas a alegria durou pouco. Dizer que durou pouco não exprime bem a realidade, porque isso não passa a real sensação de desespero que tomou conta de nós quando o guia contou que passaríamos por Köln (Colônia, malandragem) para pegar mais gente no caminho. É algo como ir de Criciúma a Joinville passando por Lages. Belezoca, hein?

Enquanto não chegávamos à nossa primeira parada, fomos aproveitando o ônibus apenas para nós. Bebidas rolando, som tocando pagode e sertanejo universitário - uma das garotas levou uma daquelas caixinhas portáteis, que funcionam a pilha - enfim, uma mordomia.



Alguns dos guris do nosso grupo foram com roupas tradicionais da Bavária (Bayer, malandragem). Camisa de botão, suspensórios e bermuda com meia alta. Chique no úrtimo. Depois, quando entraram os alemães no ônibus, eu pude reparar que eles não seriam a exceção. A galera da Alemanha curte pacas ir para a Oktober com roupas típicas. As garotas se vestem com vestidos, também. Até o mau cheiro dos alemães tradicionais eles estavam imitando, pois já na ida os brasileiros começaram a reclamar do odor de asa que contaminou o ambiente depois de certo tempo que eles entraram. Como o meu nariz é um elefante branco (é grande e não funciona), zero problemas com isso, por enquanto.

Os alemães tinham um jeito estranho de bebemorar a ida para a Oktober. A Kaline (alguns conhecem ela daí: frequentadora das antigas na quarta da caipirinha, lembram? Mundinho pequeno, esse, hein?) comentou que o negócio deles é sentar um pouco no começo, beber e, quando estiverem com o estômago forrado de álcool, começar a berrar, fazer cagadas, etc. Realmente. Deu um tempo depois de eles começarem a beber e eles começaram a beber, fazer cagadas, etc.

Quando estávamos chegando em Köln, uma surpresa animal. A catedral de Colônia (ou Kölner Dom) era bem do lado da rodoviária. O ônibus parou e o guia avisou: vocês tem quinze minutos para ir ao banheiro, comer algo, whatever. Adivinha o que fizemos?







Este trecho eu retirei da wikipédia, falando sobre a catedral de Colônia:


Landmarks

Churches
Repararam no tempo que levaram para terminar a obra? Ela tem 157 metros de altura. Para efeito de comparação, o edifício Cavaler, em Criciúma, tem 104 metros. Foi um dos poucos edifícios poupados pelos bombardeiros aliados nos vergonhosos bombardeios às cidades alemãs no final da segunda guerra mundial. Enquanto a cidade de Colônia ardia, a igreja ficou em pé, apesar de ter sido atingida 14 vezes durante os bombardeios.



Depois de ir à catedral correndo, filmar correndo, bater fotos correndo e voltar correndo para o ônibus porque achávamos que seriam só quinze minutos de parada, esperamos mais 25 minutos no ônibus. Eu com uma puta senhora vontade de urinar. Não sei o porquê, mas acho que o ônibus em que nós fomos não obedece às leis da relatividade. Toda vez que o ônibus parava e era anunciada uma parada de 15 minutos, dentro dele passavam-se uns 40 minutos. Nós não estávamos perto da velocidade da luz, pô!

Chegou a noite e a brasileirada apagou de vez. Os alemães, que começaram a beber mais tarde, continuaram um pouco, mas depois pararam. Aí fizemos a nossa última parada para pegar gente.

Nesse momento, eu faço uma pausa para expressar o meu carinho pelo povo alemão.

POVO FILHO DE UMA PUTA! PERDERAM A GUERRA? BEM-FEITO!

Digo isso porque os caras que subiram ("caras" é uma expressão; havia garotas entre eles) por último entraram no ônibus lá pelas 03:00. Eles dormiram em casa, provavelmente, acordaram e foram para o ponto de encontro. Estavam descansados, logo. Aí, os caras me sobem no ônibus, fazendo algazarra e tal. Até aí, já é meio caminho andado para a merda pegar, mas nós fingimos que não havia problema. Eis que um casal que sentou atrás da Kaline pede para ela reclinar o banco dela um pouco para a frente, porque estava desconfortável. Na posição dela, eu teria dito polidamente que não, mas, em um primeiro momento, ela manteve-se como um lorde e reclinou um pouco o banco, educadamente. Só que, não contentes, eles pediram para ela reclinar ainda mais. Ela respondeu que não, que todo mundo tinha ali o direito de reclinar o banco o quanto quisessem e não seriam eles que seriam especiais para ganhar mais espaço. Só que o idiota de trás dela começou a socar o banco dela, de pirraça.

Cara, eles ouviram tanto palavrão dela, em inglês, e do Roger, o namorado dela, em português, que a garota chegou a comentar, baixinho, "que rude!". Juro que, se não fosse a Kaline falar algumas palavras de amor aos alemães em questão, eu teria virado para trás e mandado eles chuparem um Schwarzwurst, mas um daqueles enormes. Depois disso, os alemães ficaram quietos por um tempo, voltaram a fazer baderna e dormiram, finalmente.

De manhã, paramos em um posto a meia hora do parque da Oktoberfest. Muitas excursões. Muitas. Gente de tudo quanto é canto, vestida com trajes da Bavária, de cara cheia, tomando café, pagando 0,50 euros para dar uma mijada (aqui é assim; a menos que você ache um matinho, ou como fazem os alemães mais discretos, mije embaixo de um poste iluminado ao lado do seu ônibus).

Eu já havia acordado meio azedo, por conta de uma vodka Gorbachev,  que tem aqui para vender. Aí me vem conversar um moleque de uns 18, 20 anos, completamente bêbado (estou sendo modesto ao usar o termo "completamente bêbado"). O cara olhou para a minha roupa do Tigre e já achou que era de um time local. Quando eu falei que éramos brasileiros, ele armou um barraco, falando de jogadores alemães, que parte da seleção alemã é turca, bla bla bla bla bla bla bla bla... quando eu já nem prestava mais atenção ao que aquele chucrute dizia, ele olhou para mim e perguntou: "blowjob"?

É isso mesmo, ele perguntou isso. Na frente de uns quatro brasileiros que estavam na minha roda. Eu fiquei completamente sem reação. Não sabia se mandava ele comer Scheise, batia nele, ria ou qualquer outra reação de uma pessoa normal. Em seguida a essa poesia, ele levantou a mão e começou a imitar um macaco, ou um torcedor de futebol. Até agora eu não sei o quê. Nessa hora, passou uma garota por nós, se agarrou ao braço dele e falou algo do tipo "vem". Ela deve ter falado algo como "vem, seu filho da puta", porque ela estava com uma cara de pouquíssimos amigos, tipo aquela cara que nós fazemos depois de dar de cara em uma porta de vidro, sem adesivos de sinalização. Como se não fosse o bastante para provar como ela adorava o garoto-macaco, ela chegou na beira do estacionamento, viu que havia um ônibus se aproximando e largou o braço do moleque. Ele foi, trêbado, e ela ficou no acostamento. Infelizmente, o motorista estava atento e reduziu a velocidade. Não foi nesse fim-de-semana que a seleção natural das estradas eliminou essa espécie de meninos-macacos-bêbados-cujas-amigas-os-odeiam.

Então, chegamos lá! Oktoberfest! No próximo post, vou contar como foi na festa, o que rolou de bom, de ruim, whatever.




















Ah, eu passei em frente ao estádio Allianz Arena, do Bayern München. Esta é a melhor foto que eu consegui bater, depois de achar a minha câmera, ligá-la, achar a melhor configuração e conseguir uma janela para bater a maldita foto.

O local é animal. Consegui bater uma foto decente com a arena ao fundo? Não.
FUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU