Moin Moin!
Hoje, eu fui a uma despedida de tres (tem circunflexo nesse "tres"? Maldita nova regra ortográfica) brasileiros que estão voltando para o Brasil. Talvez eu não tenha dito para vocês - além de estar com muita preguiça de olhar no blog se eu já falei disso, sem falar na minha memória fotográfica, que precisa de fotos para lembrar o que houve - que eu conheci vários brasileiros aqui.
Ok, agora me lembrei. Eu contei isso no post sobre como eu arreguei a ida para a Oktoberfest. Camiseta do Linguição da Automação, academia, bla bla bla... bom, o que importa é que eu me intrometi completamente no grupo dos caras, forcei eles a gostarem de mim, e agora eles estão começando a me convidar para as paradas.
Combinei com um cara que mora aqui perto de casa (para facilitar, vamos chamá-lo de Juan, que é o seu nome verdadeiro) de sairmos às 21:00 para ir para o local. Não é perto, pois é próximo da faculdade e eu moro a mais ou menos meia hora de distância, se pegar um ônibus que vá direto. Com os Strassenbahns demora mais (nota do autor: na falta de um "beta" no meu teclado, já que eu reconfigurei ele, vou usar "ss"; não que faça muita diferença...). O sentido de eu dizer isso, vocês entenderão mais para frente. Por enquanto, para animar um pouco, fiquem com uma foto que eu bati dentro do Strassenbahn.
Cara, foi uma festa legal. Tipo, eu ainda sou um peixe fora da água naquele grupo, mas me fez bem ir a um local cheio de brasileiros. Bater um papo em português faz uma falta aqui. Vale a pena colocar as lições de futebol americano do Gigante. Não sei o nome dele ainda, mas uma hora eu descubro. Uma figuraça. Ele faz jus ao apelido, pois deve ter 2,10[m], mais ou menos. Jogou dois anos de futebol americano profissionalmente aqui no Brasil. Não sei como alguém faz isso no Brasil, mas paciência. Ele disse, entre outras coisas interessantes, que o negócio para derrubar alguém é mirar no joelho, pois se você dá uma pancada boa no joelho de alguém, não importa o tamanho, a pessoa está em maus lençois. Para tomar um tranco, também é interessante retesar o corpo todo para sofrer menos com o impacto. Esse tipo de coisa é importante, porque diz ele que na final de campeonato que ele jogou, teve um cara que fraturou a coluna com uma ombrada nas costas. Segundo ele, não estava retesado.
Um pouco antes de voltar, eu resolvi ir ao banheiro, que era do lado da porta de entrada do apartamento. O bloco é de estudantes, então o lugar é arregadíssimo para fazer festas, bebedeiras, zoeiras e coisas do gênero. Eis que eu ouço uma batida na porta da rua. Quando eu abro, tem tres (circunflexo?) alemães na porta, olhando com uma cara deveras interessada para dentro. Aí um deles taca um Entschuldigung, gibt es Frauen hier? Como o som estava alto, o álcool não estava baixo e eu estava mais interessado em esvaziar os joelhos que entender o que ele falava, respondi que não entendo muito de alemão (essa é a melhor frase que eu falo em alemão, já que eu falo ela direto). Aí ele comentou, em inglês, que "em inglês você entende, né? Tem mulheres aí dentro?". O cara me deixou numa sinuca, porque claro que tinha mulheres! Ainda por cima, estava rolando uma roda de pagode, então os alemães estavam doidassos para entrar na festa e se pagar de turistas. Mas a casa não era minha e eu não seria idiota de deixar os caras entrarem. Para a minha sorte, apareceu outro cara lá na porta, eu larguei a batata na mão dele e fui mijar.
Pausa para um informe esportivo: Vitória 3 x 0 Avaí
No trem da universidade até o centro, havia um grupo de espanhois. Como eu sei que são espanhois? vejam os vídeos. O primeiro é uma pérola: eles cantam a música do "Tropa de Elite". É o Brasil exportando o que tem de melhor. O segundo vídeo... bom, assistam. Só digo que eu já havia ouvido essa música nos jogos do Criciúma. Com uma letra diferente, claro (mas vamos combinar que a versão deles é massa bagaraio).
Voltei para a estação central. Aí a galera pensa: acabou a zoeira, certo? Errado. Primeiro que nós chegamos na Hauptbahnhof e o próximo trem para a minha rua saia em 55 minutos. É, 55 minutos. Para passar o tempo, eu e o Juan demos umas voltas pela estação central e o entorno. Deu para contar 2 Subways na estação (mais um que eu sei que tem ali perto), um Mac Donalds (mais outro em um local próximo) e um Burger King. Isso sem contar as inúmeras lanchonetes e vendinhas de pão com salsicha alemã.
Eis que finalmente chega o meu trem. Eu e o Juan nos acomodamos em um canto do último vagão e ficamos esperando. Aí que a gente começou a comentar dos tipos que estavam no vagão: tinha uma senhora de uns sessenta anos sentada no fundo com óculos escuros, surfistona. O casal que estava na nossa frente era de punks, ou vai saber que diabos era aquilo. A garota tinha uma lente de contato diferente em cada olho, parecia um ciborgue. O cara tinha um cabelo que era raspado nos cantos e comprido no meio. Para serem feios, tinham que melhorar ainda. O Juan comentou uma coisa que até fez sentido. "Você pega o trem 6 e é uma beleza, pessoal universitário, gente bonita. O 10, não". É só o refugo da sociedade. Sério.
É isso. Ah, estou quase fechando de ir para Berlin daqui a duas semanas e para Edimburgo em novembro. Texto não vai faltar nesse tal de blog.
Tschüs!
Este é um blog das minhas desventuras na Alemanha. Se eu não morrer ou perder os dedos (ou ambos), continuarei postando porcarias, pornografias e outras coisas que todo mundo adora. Sobre os nomes do blog: Höchstgeschwindigkeit - significa velocidade máxima; Arbeitslosenunterstützungversicherung - seguro-desemprego (se você não arranjar um emprego antes de terminar de falar esta palavra, seu currículo é uma bosta).
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Arreguei minha ida para a Oktoberfest!
Moin Moin!
Enquanto eu espero por algo para fazer aqui no laboratório, decidi fazer um novo post neste blog. Não que eu esteja matando o serviço. É que ainda não saiu a parceria com a outra universidade para o meu projeto. Aí o que me resta é esperar. Alguns podem até estar pensando que eu estou levando uma vida boa. Honestamente, ter uma horinha pra descansar é uma boa, mas passar o dia inteiro sem ter o que fazer é angustiante. Pior é que eu preciso terminar o meu Projeto de Fim de Curso (ou PFC) até o fim de fevereiro, então esse tempo que estou perdendo é vital.
Bom, voltando às amenidades, uma novidade: consegui um meio de ir na Oktoberfest ALEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
Tentei várias formas. Primeiro, olhei passagens de avião. Caras. Depois, procurei por trens. Até consegui a ida barata. Eu pagaria 29 Euros para ir no sábado de manhã. Só que, além de não conseguir uma volta barata - só de 100 euros para cima - ainda teria que ficar à noite em um albergue. Os preços de albergues já estão caros. Por fim, me disseram que o canal na Oktoberfest é chegar cedo, lá pelas 7 horas da manhã e, de trem, eu chegaria às 11. Acabaria tendo que pegar fila, esperar, blá blá blá... não era uma boa opção, só se eu tivesse reservado tudo cedo.
Bom, como eu consegui então? De ônibus, em uma excursão. 80 Euros, ida e volta. Saio de Bremen na sexta às 18:30, passo o sábado lá e volto domingo. Perfeito!
Aliás, é legal eu explicar como eu consegui esse arrego. Quando eu estava no Brasil, na última semana, eu encontrei na academia um cara que eu conhecia de Floripa, o Felipe (vulgo Pulga). Conversa vai, conversa vem, eu comentei que estava indo para Bremen. Aí ele me disse que conhecia algumas pessoas que estavam aqui. Depois, me passou por email esses contatos. Eu até tentei localizá-los, mas ninguém respondeu e eu os esqueci, por um tempo.
Eis que ontem, eu finalmente fui em uma academia aqui (finalmente, já não aguentava mais ficar sem minha dose semanal de dores musculares). Como eu sou um cara esperto, coloquei a minha camiseta do Linguição da Automação. Digo esperto, porque usar uma camisa com alguma coisa da sua terra é uma ótima forma de conhecer brasileiros. A melhor ainda é uma camisa de futebol, mas a do Linguição bastou.
Quando eu já estava saindo, ouvi uma garota chamando do meu lado "ei!". Quando me virei, ela olhou para a minha camisa e perguntou se eu era brasileiro (ela já sabia a resposta, convenhamos; só estava confirmando). Acabei falando com ela e mais uma amiga, e as duas disseram que conheciam um tal de Felipe de Criciúma. Uma delas era um dos contatos que o Pulga (vulgo Felipe) havia me passado. Belezoca, achei mais gente conhecida aqui! Elas me disseram que tem umas vinte pessoas de eng. de materiais da UFSC aqui em Bremen. Até me disseram que os caras almoçam, todos juntos, no Mensa (restaurante universitário) às 11:30. Daqui a pouco vou lá confirmar.
Já estou me desviando demais do tópico. Voltando... aí eu perguntei se elas sabiam se alguém ia pra Munique. Adivinha? Consegui o meu meio de ir pra lá. Elas me passaram o site para reservar a ida e eu já reserve-ei! Agora é só preparar o estômago para tomar umas cervejas (nada de salsichões, thanks) e esperar pelo dia 1o!
Moral da história: sempre use uma camisa de futebol, ou uma de uma festa brasileira, ou alguma camisa que mostre claramente que você é brasileiro, se você quiser conhecer outros brasileiros no exterior. Eu já conheci algumas pessoas só pela camiseta do Tigre. Só não use camisas da seleção brasileira, pois isso é coisa de estrangeiro (fala sério, quantas vezes você vê alguém usando camisa do Brasil aí?).
Tschüs!
Enquanto eu espero por algo para fazer aqui no laboratório, decidi fazer um novo post neste blog. Não que eu esteja matando o serviço. É que ainda não saiu a parceria com a outra universidade para o meu projeto. Aí o que me resta é esperar. Alguns podem até estar pensando que eu estou levando uma vida boa. Honestamente, ter uma horinha pra descansar é uma boa, mas passar o dia inteiro sem ter o que fazer é angustiante. Pior é que eu preciso terminar o meu Projeto de Fim de Curso (ou PFC) até o fim de fevereiro, então esse tempo que estou perdendo é vital.
Bom, voltando às amenidades, uma novidade: consegui um meio de ir na Oktoberfest ALEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
Tentei várias formas. Primeiro, olhei passagens de avião. Caras. Depois, procurei por trens. Até consegui a ida barata. Eu pagaria 29 Euros para ir no sábado de manhã. Só que, além de não conseguir uma volta barata - só de 100 euros para cima - ainda teria que ficar à noite em um albergue. Os preços de albergues já estão caros. Por fim, me disseram que o canal na Oktoberfest é chegar cedo, lá pelas 7 horas da manhã e, de trem, eu chegaria às 11. Acabaria tendo que pegar fila, esperar, blá blá blá... não era uma boa opção, só se eu tivesse reservado tudo cedo.
Bom, como eu consegui então? De ônibus, em uma excursão. 80 Euros, ida e volta. Saio de Bremen na sexta às 18:30, passo o sábado lá e volto domingo. Perfeito!
Aliás, é legal eu explicar como eu consegui esse arrego. Quando eu estava no Brasil, na última semana, eu encontrei na academia um cara que eu conhecia de Floripa, o Felipe (vulgo Pulga). Conversa vai, conversa vem, eu comentei que estava indo para Bremen. Aí ele me disse que conhecia algumas pessoas que estavam aqui. Depois, me passou por email esses contatos. Eu até tentei localizá-los, mas ninguém respondeu e eu os esqueci, por um tempo.
Eis que ontem, eu finalmente fui em uma academia aqui (finalmente, já não aguentava mais ficar sem minha dose semanal de dores musculares). Como eu sou um cara esperto, coloquei a minha camiseta do Linguição da Automação. Digo esperto, porque usar uma camisa com alguma coisa da sua terra é uma ótima forma de conhecer brasileiros. A melhor ainda é uma camisa de futebol, mas a do Linguição bastou.
Quando eu já estava saindo, ouvi uma garota chamando do meu lado "ei!". Quando me virei, ela olhou para a minha camisa e perguntou se eu era brasileiro (ela já sabia a resposta, convenhamos; só estava confirmando). Acabei falando com ela e mais uma amiga, e as duas disseram que conheciam um tal de Felipe de Criciúma. Uma delas era um dos contatos que o Pulga (vulgo Felipe) havia me passado. Belezoca, achei mais gente conhecida aqui! Elas me disseram que tem umas vinte pessoas de eng. de materiais da UFSC aqui em Bremen. Até me disseram que os caras almoçam, todos juntos, no Mensa (restaurante universitário) às 11:30. Daqui a pouco vou lá confirmar.
Já estou me desviando demais do tópico. Voltando... aí eu perguntei se elas sabiam se alguém ia pra Munique. Adivinha? Consegui o meu meio de ir pra lá. Elas me passaram o site para reservar a ida e eu já reserve-ei! Agora é só preparar o estômago para tomar umas cervejas (nada de salsichões, thanks) e esperar pelo dia 1o!
Moral da história: sempre use uma camisa de futebol, ou uma de uma festa brasileira, ou alguma camisa que mostre claramente que você é brasileiro, se você quiser conhecer outros brasileiros no exterior. Eu já conheci algumas pessoas só pela camiseta do Tigre. Só não use camisas da seleção brasileira, pois isso é coisa de estrangeiro (fala sério, quantas vezes você vê alguém usando camisa do Brasil aí?).
Tschüs!
sábado, 11 de setembro de 2010
11/09/2010 - visita ao Schnoor
Moin Moin!
Hoje eu voltei à Alt Stadt. Como eu estou com tempo de sobra, resolvi ver de novo o comércio e sentir um pouco a vibe do local. A princípio, pensei em ir na Liebfrauenkirche, a igreja mais antiga da cidade (século XI; esse pessoal só sabia fazer igrejas, pelo jeito), mas não dei sorte e ela estava fechada. Por um acaso do destino, acabei parando em frente ao Schnoor. Para quem não sabe, o Schnoor é uma série de ruelas na Alt Stadt, cujas casas são do século XVI. Essas casinhas foram todas transformadas em lojinhas de coisas para turistas, bares, restaurantes, coisas do gênero. Realmente, um local fascinante.
Por garantia, antes de entrar no Schnoor, eu bati uma foto em alta definição do mapa do local. Acreditem se quiser, ele foi extremamente útil. Há algumas ruelinhas que fazem os turistas se perderem fácil. Fora que, com o movimento intenso de turistas, fica difícil manter a concentração em uma rota. Tem sempre alguém batendo foto, apontando para algum canto, e é fácil de ir na onde e mudar de percurso.
Como o local tem apenas lojas, isso é basicamente o que eu vou mostrar nesse post. Mas acreditem em mim, são lojinhas sensacionais.
Por exemplo, essa é a minha favorita: uma loja que vende quebra-cabeças 3D. Na verdade, não sei esse é o nome correto, mas na falta de uma definição melhor, fica assim mesmo. Pelas fotos, vocês podem ver que não falta opções de prédios para montar: Empire State Building, o avião do Barão Vermelho (é, foi um piloto da 1ª guerra mundial que deu o nome da banda), igrejas, até o estádio do Werder Bremen é uma opção de montagem. Os quebra-cabeças vem na forma de um livro. Você compra ele, destaca as folhas, corta elas no formato indicado e vai colando uma a uma. Eu me prometi já que vou comprar um desses para montar no Brasil. Pena que o que eu queria, o Vaticano, custa muito caro (uns 50 euros, se não me engano), mas eu compro outro mais em conta.
Outra loja fantástica - e que estava fechada, é uma pena - vendia barquinhos de madeira. Ok, isso se vê no Brasil, mas alguns deles eram aqueles clássicos barquinhos montados dentro de garrafas. Dá vontade de levar tudo pra casa. Só que eles são meio salgados, então acho que vou ficar nas fotos mesmo. Ah, além disso, a loja também vendia bússolas bem trabalhadas, lunetas, coisas de navegação. No dia em que eu virar marinheiro, dou uma passada ali de novo.
Esta foto é de uma lojinha de badulaques (uma das várias) que vendia brinquedinhos de madeira, coisas do gênero. Todos extremamente caros. Só bati foto desse boneco aí porque ele me lembra vagamente uma das cenas do Shrek 1. Bom, espero que eu não seja o único.
Essa lojinha vendia, entre outras coisas, uns bonequinhos de madeira muito caros, mas legais. Deu vontade de comprar essa caixinha de música, mas só até a hora que eu vi o preço.
Bah, essa loja estava fechada e eu realmente fiquei triste com isso. Olha só se eu não achei uma Boot? Essa bota de vidro é tradicionalíssima nas Oktoberfests da vida aqui. Quem viu o filme "Bierfest" conhece bem. Outro filme em que ela aparece, embora bem brevemente, é o "Bastardos Inglórios", na cena em que todo mundo se mata no bar. O oficial alemão está bebendo em uma Boot (das Boot é mais correto). Já me falaram que é fácil de trazer uma dessas da Oktober em Munique. Se eu conseguir ir para lá, eu com certeza vou tentar. Está um pouco complicado porque eu cheguei a pouco tempo para me programar, mas vou tentar, nem que seja de ônibus ou rachando um carro com a galera aqui.
Essa loja agora vai ser a favorita de muitos. Ela vendia peças de cerâmica, pintadas à mão e muito engraçadas. Esses porquinhos que estão dentro da loja são todos cofrinhos. A maioria está pintada com temas de times de futebol daqui. É uma pena que a foto tenha ficada desfocada, mas a da rua mostra também um deles. 35 Euros por um cofrinho dos bons. Ah, ele tem um buraco embaixo com uma rolha, então não precisa quebrar essa preciosidade se quiser tirar o dinheiro de dentro.
Por fim, dei uma passada de novo na Alt Stadt para ver o comércio. Não sei qual era a do cara de azul-turquesa, mas ele parecia uma figurassa.
Só um detalhe: agora eu sei para onde as frutas e verduras mais bonitas produzidas por aí vão. Chega a ser estranho, mas não tem um vegetal vendido aqui que tenha um machucado, uma marca de batida, que esteja meio passado, nada. Eu devo ter parecido muito bizarro para os locais batendo uma foto de morangos, mas olha o nipe deles!
Bom, se alguém quiser ver mais fotos, eu coloquei todas no orkut.
Tschüs!
Hoje eu voltei à Alt Stadt. Como eu estou com tempo de sobra, resolvi ver de novo o comércio e sentir um pouco a vibe do local. A princípio, pensei em ir na Liebfrauenkirche, a igreja mais antiga da cidade (século XI; esse pessoal só sabia fazer igrejas, pelo jeito), mas não dei sorte e ela estava fechada. Por um acaso do destino, acabei parando em frente ao Schnoor. Para quem não sabe, o Schnoor é uma série de ruelas na Alt Stadt, cujas casas são do século XVI. Essas casinhas foram todas transformadas em lojinhas de coisas para turistas, bares, restaurantes, coisas do gênero. Realmente, um local fascinante.
Por garantia, antes de entrar no Schnoor, eu bati uma foto em alta definição do mapa do local. Acreditem se quiser, ele foi extremamente útil. Há algumas ruelinhas que fazem os turistas se perderem fácil. Fora que, com o movimento intenso de turistas, fica difícil manter a concentração em uma rota. Tem sempre alguém batendo foto, apontando para algum canto, e é fácil de ir na onde e mudar de percurso.
Como o local tem apenas lojas, isso é basicamente o que eu vou mostrar nesse post. Mas acreditem em mim, são lojinhas sensacionais.
Por exemplo, essa é a minha favorita: uma loja que vende quebra-cabeças 3D. Na verdade, não sei esse é o nome correto, mas na falta de uma definição melhor, fica assim mesmo. Pelas fotos, vocês podem ver que não falta opções de prédios para montar: Empire State Building, o avião do Barão Vermelho (é, foi um piloto da 1ª guerra mundial que deu o nome da banda), igrejas, até o estádio do Werder Bremen é uma opção de montagem. Os quebra-cabeças vem na forma de um livro. Você compra ele, destaca as folhas, corta elas no formato indicado e vai colando uma a uma. Eu me prometi já que vou comprar um desses para montar no Brasil. Pena que o que eu queria, o Vaticano, custa muito caro (uns 50 euros, se não me engano), mas eu compro outro mais em conta.
Outra loja fantástica - e que estava fechada, é uma pena - vendia barquinhos de madeira. Ok, isso se vê no Brasil, mas alguns deles eram aqueles clássicos barquinhos montados dentro de garrafas. Dá vontade de levar tudo pra casa. Só que eles são meio salgados, então acho que vou ficar nas fotos mesmo. Ah, além disso, a loja também vendia bússolas bem trabalhadas, lunetas, coisas de navegação. No dia em que eu virar marinheiro, dou uma passada ali de novo.
Esta foto é de uma lojinha de badulaques (uma das várias) que vendia brinquedinhos de madeira, coisas do gênero. Todos extremamente caros. Só bati foto desse boneco aí porque ele me lembra vagamente uma das cenas do Shrek 1. Bom, espero que eu não seja o único.
Essa lojinha vendia, entre outras coisas, uns bonequinhos de madeira muito caros, mas legais. Deu vontade de comprar essa caixinha de música, mas só até a hora que eu vi o preço.
Bah, essa loja estava fechada e eu realmente fiquei triste com isso. Olha só se eu não achei uma Boot? Essa bota de vidro é tradicionalíssima nas Oktoberfests da vida aqui. Quem viu o filme "Bierfest" conhece bem. Outro filme em que ela aparece, embora bem brevemente, é o "Bastardos Inglórios", na cena em que todo mundo se mata no bar. O oficial alemão está bebendo em uma Boot (das Boot é mais correto). Já me falaram que é fácil de trazer uma dessas da Oktober em Munique. Se eu conseguir ir para lá, eu com certeza vou tentar. Está um pouco complicado porque eu cheguei a pouco tempo para me programar, mas vou tentar, nem que seja de ônibus ou rachando um carro com a galera aqui.
Essa loja agora vai ser a favorita de muitos. Ela vendia peças de cerâmica, pintadas à mão e muito engraçadas. Esses porquinhos que estão dentro da loja são todos cofrinhos. A maioria está pintada com temas de times de futebol daqui. É uma pena que a foto tenha ficada desfocada, mas a da rua mostra também um deles. 35 Euros por um cofrinho dos bons. Ah, ele tem um buraco embaixo com uma rolha, então não precisa quebrar essa preciosidade se quiser tirar o dinheiro de dentro.
Por fim, dei uma passada de novo na Alt Stadt para ver o comércio. Não sei qual era a do cara de azul-turquesa, mas ele parecia uma figurassa.
Só um detalhe: agora eu sei para onde as frutas e verduras mais bonitas produzidas por aí vão. Chega a ser estranho, mas não tem um vegetal vendido aqui que tenha um machucado, uma marca de batida, que esteja meio passado, nada. Eu devo ter parecido muito bizarro para os locais batendo uma foto de morangos, mas olha o nipe deles!
Bom, se alguém quiser ver mais fotos, eu coloquei todas no orkut.
Tschüs!
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
sobre os transportes em Bremen
Olá pessoal!
Hoje eu vou descrever um pouco sobre os transportes aqui em Bremen. Mas antes, um aviso.
Consegui uma moradia em Bremen ALEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!
Acostumem-se com esta imagem. De agora em diante, vou usá-la para comemorar algum feito importante. Quanto à moradia: vou ficar em um apartamento dividido com mais dois caras. Um é descendente de turcos, chama-se Ömer e, pelo que eu pude perceber conversando um pouco com ele, é gente finíssima. Aposto dez estalecas que vamos tomar algumas cervejas por aí qualquer hora dessas. O outro morador eu ainda não conheci, mas vou conhecer amanhã. Como o quarto em que eu vou morar está sendo usado ainda (pelo meu futuro colega de ap.), eu me mudo para lá segunda, mas já vou assinar o contrato amanhã. Isso vai me deixar com um pouco mais de tempo, já que eu estava gastando todo o meu dia nessaporcaria maravilha que é procurar apartamento para morar. Vou poder escrever mais nesse tal de blog.
Bom, onde eu estava? Ah, é, os transportes. Vou comentar primeiro que aqui, só anda de carro quem quer, ou mais precisamente, quem quer um pouco (pouco mesmo) de rapidez, ou não quer ficar preso aos horários dos Straβenbahns - S maiúsculo mesmo; substantivo no alemão é maiúsculo -, Regionalbahns e ônibus da vida.
Digo isso porque é muito fácil de se deslocar de um lado a outro da cidade usando um Straβenbahn, por exemplo. Tem um site na internet em que você digita o endereço onde está e o endereço aonde quer chegar e ele traça opções de rotas, dizendo o quanto tem que andar até a próxima parada, o horário da condução (e ela é precisa, acreditem), mapas para orientação, etc. Mastigadíssimo.Outro detalhe importante é que, dentro da condução - seja Straβenbahn ou ônibus - antes de cada parada, o sistema de som avisa qual é o ponto. Também aparece o nome do ponto em letreiros dentro da condução. É preciso ser muitoretardado mental completo especial para não se achar aqui.
Sobre o preço das passagens, também é uma barbada. Além de poder pagar apenas pela viagem que deseja, também tem a opção de comprar um passe mensal. O que eu comprei vale apenas para a região 1, o que não inclui os Regionalbahns (trens maiores e mais rápidos que esse aí de cima), mas eu talvez começe a comprar passes para a região 2, pois minha moradia fica ao lado do caminho de um Regional. Ah, estudante tem desconto.
Agora que eu já falei dos transportes de pobre, vamos agora ao que eu suponho que os machos estejam interessados¹: carro. Aqui tem de tudo. Não que só passeie Ferrari pelas ruas, mas já percebi que a concentração de carrões é BEM maior que aí no Brasil. Exceto em Jurerê, claro, mas geralmente Jurerê não conta como território brasileiro. Só para ter uma ideia, o táxi que eu peguei para ir do aeroporto de Bremen até o hotel onde passei a primeira noite era um Mercedes. Não um Classe A, mas um "Mercedão". Todos os táxis da cidade, aliás, são mercedões. Dois caras do meu laboratório (tem umas vinte pessoas, acho) tem BMWs classe Z. Eu andei num desses no dia seguinte à minha chegada, mas, apesar da ótima impressão que ele causa, não foi uma experiência boa, pois eu estava carregando algumas malas e tive que carregar um trambolho na frente por um bom tempo.
Já vi muitos Porsche Carrera aqui, também. Em uma volta para casa, cheguei a ver quatro. É realmente uma coisa muito legal de se ver, até porque quem é dono de uma belezoca dessas geralmentelava manda lavar manda a secretária mandar lavar com frequência, então eles sempre passam brilhando a cera. Hoje, eu tive que ir no escritório de estrangeiros da cidade e descobri que ele fica em frente da loja da Porsche aqui. Para ser honesto, ele fica em frente a várias lojas de carros: Mazda (vende os carros que aí são vendidos pela Ford, como o Fiesta; aqui é Mazda Fiesta :D, Opel (Chevrolet no Brasil) e mais uma outra que eu não lembro.
Só para deixar claro, já vi gol (gerações 1 e 3), fiesta, Ka (antigo, ok?), corsa e vários outros carros populares aí do Brasil. Aqui eu não sei se chamaria eles de populares. Não pelo preço, mas pela quantidade nas ruas.
Uma coisa que é importante dizer sobre os alemães, até para ajudar a formar uma imagem sobre eles: eles são apaixonados por carro. Eu não duvidaria nada de descobrir que a frase "apaixonado por carro como todo brasileiro" foi copiada de um posto de gasolina alemão. Não seria a primeira vez que um brasileiro faz copy|paste de ideias de um alemão (pergunte ao Ricardo Teixeira se ele não vem copiando as estratégias de seleção da Alemanha). Eu digo essa história de paixão porque os caras realmente cuidam dos carros. Já vi umas duas vezes um desconhecido estar passando na rua, ver alguém (geralmente mulher; sorry girls) estacionando o carro com um dos pneus em cima da zebra e sair correndo para avisar o motorista, antes que ele pare. Uma das vezes, quem avisou foi um colega meu de laboratório. Eu perguntei sobre esse negócio e ele falou que "não se pode deixar um dos pneus sobre a zebra, pois se você vai pegar uma Autobahn depois a duzentos por hora isso vira uma coisa perigosa. Fora que danifica o carro". Ah, as zebras aqui tem, geralmente, uns sete centímetros de altura. Se eles já se deseperam com isso, imagina se fosse uma zebra de uns quinze centímetros.
Bom, a princípio é isso. Acho que da próxima vez eu vou descrever a minha futura moradia, dizer como é, coisa do gênero.
Ou não (lembrei do Caju ao escrever isso).
Só para dar um gostinho no final do post: essas fotos eu bati no aeroporto de Frankfurt.
Esse Jaguar estava fazendo até os alemães babarem. Uma joia mesmo.
¹ - Diz uma teoria muito aceita nos meios alcóolicos, piadas machistas e algumas músicas que mulher é que gosta de carro. Para não criar polêmicas (não mais que esse adendo), vou me ater à corrente mais segura, pelo menos para a minha pele, de que isso é coisa de homem e mulher. A quem quiser se aprofundar no assunto, eu recomendo ler os livros "Opressão machista ao volante - 100 anos" e, para uma visão mais, digamos, masculina, leiam "1000 piadas de mulheres ao volante", de Ari Toledo.
Hoje eu vou descrever um pouco sobre os transportes aqui em Bremen. Mas antes, um aviso.
Consegui uma moradia em Bremen ALEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!
Acostumem-se com esta imagem. De agora em diante, vou usá-la para comemorar algum feito importante. Quanto à moradia: vou ficar em um apartamento dividido com mais dois caras. Um é descendente de turcos, chama-se Ömer e, pelo que eu pude perceber conversando um pouco com ele, é gente finíssima. Aposto dez estalecas que vamos tomar algumas cervejas por aí qualquer hora dessas. O outro morador eu ainda não conheci, mas vou conhecer amanhã. Como o quarto em que eu vou morar está sendo usado ainda (pelo meu futuro colega de ap.), eu me mudo para lá segunda, mas já vou assinar o contrato amanhã. Isso vai me deixar com um pouco mais de tempo, já que eu estava gastando todo o meu dia nessa
Bom, onde eu estava? Ah, é, os transportes. Vou comentar primeiro que aqui, só anda de carro quem quer, ou mais precisamente, quem quer um pouco (pouco mesmo) de rapidez, ou não quer ficar preso aos horários dos Straβenbahns - S maiúsculo mesmo; substantivo no alemão é maiúsculo -, Regionalbahns e ônibus da vida.
Digo isso porque é muito fácil de se deslocar de um lado a outro da cidade usando um Straβenbahn, por exemplo. Tem um site na internet em que você digita o endereço onde está e o endereço aonde quer chegar e ele traça opções de rotas, dizendo o quanto tem que andar até a próxima parada, o horário da condução (e ela é precisa, acreditem), mapas para orientação, etc. Mastigadíssimo.Outro detalhe importante é que, dentro da condução - seja Straβenbahn ou ônibus - antes de cada parada, o sistema de som avisa qual é o ponto. Também aparece o nome do ponto em letreiros dentro da condução. É preciso ser muito
Sobre o preço das passagens, também é uma barbada. Além de poder pagar apenas pela viagem que deseja, também tem a opção de comprar um passe mensal. O que eu comprei vale apenas para a região 1, o que não inclui os Regionalbahns (trens maiores e mais rápidos que esse aí de cima), mas eu talvez começe a comprar passes para a região 2, pois minha moradia fica ao lado do caminho de um Regional. Ah, estudante tem desconto.
Agora que eu já falei dos transportes de pobre, vamos agora ao que eu suponho que os machos estejam interessados¹: carro. Aqui tem de tudo. Não que só passeie Ferrari pelas ruas, mas já percebi que a concentração de carrões é BEM maior que aí no Brasil. Exceto em Jurerê, claro, mas geralmente Jurerê não conta como território brasileiro. Só para ter uma ideia, o táxi que eu peguei para ir do aeroporto de Bremen até o hotel onde passei a primeira noite era um Mercedes. Não um Classe A, mas um "Mercedão". Todos os táxis da cidade, aliás, são mercedões. Dois caras do meu laboratório (tem umas vinte pessoas, acho) tem BMWs classe Z. Eu andei num desses no dia seguinte à minha chegada, mas, apesar da ótima impressão que ele causa, não foi uma experiência boa, pois eu estava carregando algumas malas e tive que carregar um trambolho na frente por um bom tempo.
Já vi muitos Porsche Carrera aqui, também. Em uma volta para casa, cheguei a ver quatro. É realmente uma coisa muito legal de se ver, até porque quem é dono de uma belezoca dessas geralmente
Só para deixar claro, já vi gol (gerações 1 e 3), fiesta, Ka (antigo, ok?), corsa e vários outros carros populares aí do Brasil. Aqui eu não sei se chamaria eles de populares. Não pelo preço, mas pela quantidade nas ruas.
Uma coisa que é importante dizer sobre os alemães, até para ajudar a formar uma imagem sobre eles: eles são apaixonados por carro. Eu não duvidaria nada de descobrir que a frase "apaixonado por carro como todo brasileiro" foi copiada de um posto de gasolina alemão. Não seria a primeira vez que um brasileiro faz copy|paste de ideias de um alemão (pergunte ao Ricardo Teixeira se ele não vem copiando as estratégias de seleção da Alemanha). Eu digo essa história de paixão porque os caras realmente cuidam dos carros. Já vi umas duas vezes um desconhecido estar passando na rua, ver alguém (geralmente mulher; sorry girls) estacionando o carro com um dos pneus em cima da zebra e sair correndo para avisar o motorista, antes que ele pare. Uma das vezes, quem avisou foi um colega meu de laboratório. Eu perguntei sobre esse negócio e ele falou que "não se pode deixar um dos pneus sobre a zebra, pois se você vai pegar uma Autobahn depois a duzentos por hora isso vira uma coisa perigosa. Fora que danifica o carro". Ah, as zebras aqui tem, geralmente, uns sete centímetros de altura. Se eles já se deseperam com isso, imagina se fosse uma zebra de uns quinze centímetros.
Bom, a princípio é isso. Acho que da próxima vez eu vou descrever a minha futura moradia, dizer como é, coisa do gênero.
Ou não (lembrei do Caju ao escrever isso).
Só para dar um gostinho no final do post: essas fotos eu bati no aeroporto de Frankfurt.
Esse Jaguar estava fazendo até os alemães babarem. Uma joia mesmo.
¹ - Diz uma teoria muito aceita nos meios alcóolicos, piadas machistas e algumas músicas que mulher é que gosta de carro. Para não criar polêmicas (não mais que esse adendo), vou me ater à corrente mais segura, pelo menos para a minha pele, de que isso é coisa de homem e mulher. A quem quiser se aprofundar no assunto, eu recomendo ler os livros "Opressão machista ao volante - 100 anos" e, para uma visão mais, digamos, masculina, leiam "1000 piadas de mulheres ao volante", de Ari Toledo.
domingo, 5 de setembro de 2010
Primeiro fim-de-semana
Moin Moin!
Finalmente chegou o fim-de-semana. Estive correndo atrás de moradia. Não tem sido fácil, pois a moradia estudantil é concorridíssima e os locatários preferem quem vá ficar por mais tempo que seis meses. Whatever...
Deixando isso de lado, vou escrever um pouco sobre as minhas visitas por aqui. No sábado, fui para a cidade antiga (Alt Stadt) usando a minha camisa do Tigre. Bendito momento que eu lembrei de usá-la. Ao longo da narrativa, vocês vão entender.
Chegando ao centro, resolvi comer alguma coisa. Nem pensei duas vezes, fui logo em um local que eu sabia que me agradaria. Comida alemã? Nein, danke shön. Eu fui no Subway. SUBWAAAY! Adoro esse negócio, rapaz. Vai ver porque: 1 - eu adoro sanduíche; 2 - os molhos deles são muito bons; 3 - o preço é aceitável.
Quando eu entro na lanchonete, meus olhos batem de cara em uma camiseta do Sport Club do Recife. Já cumprimentei o dono da camisa. Quando eu sentei com o meu sanduíche, um dos companheiros dos usuário da camisa do Sport me perguntou se eu sabia chegar ao estádio do Werder Bremen. Para a sorte deles, eu sempre levo um mapa no bolso (dica de viagem: ao chegar a uma cidade, sempre procure o balcão de informações turísticas para arranjar um mapa; de preferência, um que tenha mapa ferroviário e rodoviário). Os pernambucanos já me chamaram para sentar junto com eles. Os caras - cinco, no total - estão na Alemanha para fazer treinamento para a sua empresa.
Depois de comer, me despedi dos pernambucanos e fui para a cidade velha. Enquanto eu caminhava, ouvi alguém perguntar, do meu lado, em português: "tu é catarinense?"
Consegui mais um conhecido por aqui. Obrigado, Tigrão! O tal cara (o nome é Marcelo) me falou que estava querendo comer alguma coisa de uma banquinha de frutos do mar, mas não queria que fizessem um tal pão com peixe (o pessoal tem uma criatividade para misturar comidas que é fantástica). Como eu falava um pouco mais de alemão que ele, me ofereci para ajudar.
Aliás, outra coisa engraçada era o modo de preparo do peixe. Frito. Aí há quem diga "é só escorrer a banha e tá bom". Avise isso para a cozinheira. Ela tirou o pedaço de peixe da frigideira e tacou direto no prato, pingando saúde e alegria para o consumidor. Para balancear o prato, uma espécie de maionese com batata. Light ao extremo.
Como ele estava andando sem companhia, assim como eu, resolvemos caminhar pelo centro para bater umas fotos. Mas antes, algo importantíssimo.
Comprei um caneco ALEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!
Depois de eu comprar esta obra de arte em matéria de armazenagem e isolamento térmico de cerveja, chopp, refrigerante, suco e outros líquidos, finalmente fomos bater algumas fotos. Neste momento, acho que as imagens falam por si só...
Reparem bem na placa acima da porta: desde 1405. Quando Cabral chegou no Brasil já havia gente enchendo a cara nesse barzinho, que hoje é uma venda de vinhos.
(deu alguma falha aqui para dar upload nas fotos. Bom, vocês tem o meu orkut, as fotos estão lá hehehehehehehehehehe)
À noite, eu e o Marcelo fomos no mesmo pub que eu fui na quarta com os escoceses. Chegando lá, estava muito cheio. Acabamos sentando em uma mesa que estava quase vazia. Havia apenas uma garota, com cara que não conhecia muito o local. Quando uma garçonete veio falar com ela, esta garçonete falou em espanhol. Perguntei para a garota, em alemão, se ela falava alemão. Ela fez uma careta como se não entendesse. Juntei tudo que eu conheço espanhol e perguntei "hablas español?". Ela falou algo do tipo "um tiquinho". Aí eu pensei "não é possível que ela fale português. Bom, vou tentar...". Quando eu perguntei se ela falava português, ela abriu um sorriso e repondeu, com um sotaque da terrinha de Lisboa, "vocês são portugueses?". Achamos mais gente para falar em português.
E não era só. Depois chegaram os amigos dela. Eles fazem parte de uma universidade que recebe gente do mundo todo. Na nossa mesa havia, no final das contas, dois brasileiros, uma portuguesa, uma filipina, um colombiano, um venezuelano e um cara do Zimbábue (não sei se é zimbabueano, zimbabuense, zibambino, whatever). Aliás, esse cara do Zimbábue adorava pagar rodadas para todos, apesar de todos nós repetirmos várias vezes que não era necessário. Segundo comentário do Marcelo (e com o meu aval), o cara deve ser príncipe do Zimbábue ou algo assim.
Da esquerda para a direita: Marcelo, Rita (Portugal), Tarek (príncipe do Zimbábue, salve ó vossa majestade), os garotos da Venezuela e Colômbia, a garota filipina e o garotão aqui. Não lembro dos nomes dos três últimos. Sorry, guys.
Hoje, voltei à cidade velha de tarde. Dei sorte! A catedral de St. Petri estava aberta para visitas! Cara, é gigantesco por dentro. Também, não era de se esperar menos de uma igreja que deve ter a altura do Crisul Hotel. O local é preservadíssmo, cheio de pinturas do século 15, funciona parcialmente como um museu, apesar de ainda ter missas. Há, no museu, roupas de um bispo do século 13, moedas variando desde o século 11 ao 16, cálices, Bíblias antigas... bom, vejam algumas fotos aí. Lembrando que tem todas as fotos de hoje no meu orkut.
Olha as cinco estátuas fazendo pose hauahauhauauhauhahuahuahuaahuuauhauhauahahuaahuuh
Bom, de hoje foi isso. Amanhã volto à labuta, então acho que vocês só verão atualização nesse blog no próximo fim-de-semana.
Tschüs!
Finalmente chegou o fim-de-semana. Estive correndo atrás de moradia. Não tem sido fácil, pois a moradia estudantil é concorridíssima e os locatários preferem quem vá ficar por mais tempo que seis meses. Whatever...
Deixando isso de lado, vou escrever um pouco sobre as minhas visitas por aqui. No sábado, fui para a cidade antiga (Alt Stadt) usando a minha camisa do Tigre. Bendito momento que eu lembrei de usá-la. Ao longo da narrativa, vocês vão entender.
Chegando ao centro, resolvi comer alguma coisa. Nem pensei duas vezes, fui logo em um local que eu sabia que me agradaria. Comida alemã? Nein, danke shön. Eu fui no Subway. SUBWAAAY! Adoro esse negócio, rapaz. Vai ver porque: 1 - eu adoro sanduíche; 2 - os molhos deles são muito bons; 3 - o preço é aceitável.
Quando eu entro na lanchonete, meus olhos batem de cara em uma camiseta do Sport Club do Recife. Já cumprimentei o dono da camisa. Quando eu sentei com o meu sanduíche, um dos companheiros dos usuário da camisa do Sport me perguntou se eu sabia chegar ao estádio do Werder Bremen. Para a sorte deles, eu sempre levo um mapa no bolso (dica de viagem: ao chegar a uma cidade, sempre procure o balcão de informações turísticas para arranjar um mapa; de preferência, um que tenha mapa ferroviário e rodoviário). Os pernambucanos já me chamaram para sentar junto com eles. Os caras - cinco, no total - estão na Alemanha para fazer treinamento para a sua empresa.
Depois de comer, me despedi dos pernambucanos e fui para a cidade velha. Enquanto eu caminhava, ouvi alguém perguntar, do meu lado, em português: "tu é catarinense?"
Consegui mais um conhecido por aqui. Obrigado, Tigrão! O tal cara (o nome é Marcelo) me falou que estava querendo comer alguma coisa de uma banquinha de frutos do mar, mas não queria que fizessem um tal pão com peixe (o pessoal tem uma criatividade para misturar comidas que é fantástica). Como eu falava um pouco mais de alemão que ele, me ofereci para ajudar.
Aliás, outra coisa engraçada era o modo de preparo do peixe. Frito. Aí há quem diga "é só escorrer a banha e tá bom". Avise isso para a cozinheira. Ela tirou o pedaço de peixe da frigideira e tacou direto no prato, pingando saúde e alegria para o consumidor. Para balancear o prato, uma espécie de maionese com batata. Light ao extremo.
Como ele estava andando sem companhia, assim como eu, resolvemos caminhar pelo centro para bater umas fotos. Mas antes, algo importantíssimo.
Comprei um caneco ALEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!
Depois de eu comprar esta obra de arte em matéria de armazenagem e isolamento térmico de cerveja, chopp, refrigerante, suco e outros líquidos, finalmente fomos bater algumas fotos. Neste momento, acho que as imagens falam por si só...
Reparem bem na placa acima da porta: desde 1405. Quando Cabral chegou no Brasil já havia gente enchendo a cara nesse barzinho, que hoje é uma venda de vinhos.
(deu alguma falha aqui para dar upload nas fotos. Bom, vocês tem o meu orkut, as fotos estão lá hehehehehehehehehehe)
À noite, eu e o Marcelo fomos no mesmo pub que eu fui na quarta com os escoceses. Chegando lá, estava muito cheio. Acabamos sentando em uma mesa que estava quase vazia. Havia apenas uma garota, com cara que não conhecia muito o local. Quando uma garçonete veio falar com ela, esta garçonete falou em espanhol. Perguntei para a garota, em alemão, se ela falava alemão. Ela fez uma careta como se não entendesse. Juntei tudo que eu conheço espanhol e perguntei "hablas español?". Ela falou algo do tipo "um tiquinho". Aí eu pensei "não é possível que ela fale português. Bom, vou tentar...". Quando eu perguntei se ela falava português, ela abriu um sorriso e repondeu, com um sotaque da terrinha de Lisboa, "vocês são portugueses?". Achamos mais gente para falar em português.
E não era só. Depois chegaram os amigos dela. Eles fazem parte de uma universidade que recebe gente do mundo todo. Na nossa mesa havia, no final das contas, dois brasileiros, uma portuguesa, uma filipina, um colombiano, um venezuelano e um cara do Zimbábue (não sei se é zimbabueano, zimbabuense, zibambino, whatever). Aliás, esse cara do Zimbábue adorava pagar rodadas para todos, apesar de todos nós repetirmos várias vezes que não era necessário. Segundo comentário do Marcelo (e com o meu aval), o cara deve ser príncipe do Zimbábue ou algo assim.
Da esquerda para a direita: Marcelo, Rita (Portugal), Tarek (príncipe do Zimbábue, salve ó vossa majestade), os garotos da Venezuela e Colômbia, a garota filipina e o garotão aqui. Não lembro dos nomes dos três últimos. Sorry, guys.
Hoje, voltei à cidade velha de tarde. Dei sorte! A catedral de St. Petri estava aberta para visitas! Cara, é gigantesco por dentro. Também, não era de se esperar menos de uma igreja que deve ter a altura do Crisul Hotel. O local é preservadíssmo, cheio de pinturas do século 15, funciona parcialmente como um museu, apesar de ainda ter missas. Há, no museu, roupas de um bispo do século 13, moedas variando desde o século 11 ao 16, cálices, Bíblias antigas... bom, vejam algumas fotos aí. Lembrando que tem todas as fotos de hoje no meu orkut.
Olha as cinco estátuas fazendo pose hauahauhauauhauhahuahuahuaahuuauhauhauahahuaahuuh
Bom, de hoje foi isso. Amanhã volto à labuta, então acho que vocês só verão atualização nesse blog no próximo fim-de-semana.
Tschüs!
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Sejam bem-vindos ao meu blog!
Olá a todos!
Como eu havia prometido, finalmente criei o meu blog. Até agora não havia tido tempo. Estive correndo atrás de moradia (ainda estou no albergue), vendo um pouco a cidade, essas coisas de recém-chegado. Já que eu não saí hoje (são 00:50 da sexta), estou aproveitando para mandar uma primeira mensagem. Espero que gostem do que eu vou publicar nos próximos seis meses. Bom, se não gostarem, sintam-se à vontade para enfiar um Bratwürst no Arsch.
E, para iniciar com o pé direito essa empreitada, vou contar uma que aconteceu aqui na quarta à noite. Estava eu usando o micro do albergue, lá pelas 23:30, quando bateram na porta. A funcionária do albergue já havia saído, mas havia comentado antes comigo que ela esperara (pretérito mais-que-perfeito; valeu, tia Bete) três horas por um cliente que não apareceu. A princípio, pensei em não abrir a porta. Vai saber quem seriam os caras... aí, batem na porta de novo. Resolvi abrir a bendita porta. Havia cinco caras, da minha idade, aproximadamente. Como eu não sabia a nacionalidade das figuras, perguntei no meuótimo razoável sofrível alemão se eles iam se hospedar no albergue. Então, com uma cara de desconforto, um deles respondeu, num inglês com um sotaque bem ao estilo Desmond, que não falava alemão. Aí que eu reparei. Eles estavam, todos, usando chapéus tradicionais escoceses, camisas de futebol da escócia... e saiotes.
Isso realmente não é uma coisa que não acontece todo dia quando alguém abre a porta. Exceto na Escócia, mas isso não vem ao caso. O que importa é que os caras se atrasaram porque o voo deles atrasou. Eu deixei eles entrarem, e eles conseguiram falar com a funcionária do albergue por telefone, para que ela viesse abrir o quarto para eles. Enquanto esperávamos, descobri que eles iriam no dia seguinte para a Lituânia, para assistir a um jogo de futebol.
Eles eram muito engraçados. Um deles perguntou pra mim se eu não tinha cerveja. Eu tive que reponder que não, porque tinha chegado havia dois dias e não tinha tido tempo ainda. Então outro dos caras falou "não te preocupa que eu tenho". Abriu a mala que ele trouxe da Escócia e tirou um pacote de seis latonas de cerveja. Vou ter que admitir que, apesar de a cerveja não ser gelada, ela era muito boa, porque não é azeda como a nossa.
Depois que outro funcionário do albergue chegou e instalou eles no quarto, eles falaram que iriam a um pub, e me convidaram para ir junto. Pô, eu há dois dias só na seca, preso no albergue sem companhia, aceitei na hora de bom grado. Falei que só ia trocar o casaco. Quando voltei, só havia um dos caras, que havia ficado para trás sem querer. Fomos nós dois atrasados.
O nome do cara era Dylan. Uma comédia. É o tipo de cara que chega num local desconhecido e vira a atração em cinco minutos. Enquanto estávamos indo para o pub, passamos por um mendigo. Ele deu umas moedas para o mendigo e me disse que "poderíamos ser nós nessa situação". Depois de alguns metros, nós paramos, pois havíamos nos perdido. Então, com a expressão mais normal do mundo, o Dylan falou "vamos perguntar ali pro mendigo. Ele mora aqui, então deve sacar onde é". Eu achei difícil, mas fui junto. E não é que deu certo? O mendigo repondeu onde era o pub... em inglês.
Não é à toa que mendigo aqui recebe em Euro...
Finalmente encontramos o pub e, depois de alguns minutos, os outros chegaram. O local era muito estiloso. Bem ao estilo irlandês. Depois de um tempo, comecei a conversar com um dos bartenders. Ele estava perguntando de onde nós éramos. Quando respondi que eles eram escoceses e que eu era brasileiro, ele me olhou com aquela cara de quem vai falar algo que impressiona, tipo quando vai acabar um bloco da novela, e pertuntou:
(em inglês) - tu é brasileiro?
(em inglês) - sim, sou.
(em inglês) - tu é brasileiro?
(em inglês) - sim, sou.
(em português) - tu é brasileiro mesmo?
Há, o cara era brasileiro também! E eu falando em inglês com ele. O nome do Cara era Fred, pérnambucano (o acento é proposital, para lembrar o sotaque) e torcedor do Náutico.
Bom, é isso. Tomei uns canecos de Guits (boa bagaraio), um shot de uma bebida chamada Sambuca, e fui pra casa, porque tinha que ir trabalhar no outro dia.
Bom, vou saindo agora. São duas e vinte da manhã e está na hora de euver a Bete Gouveia dormir. Abraço a todos! Qualquer hora dessas faço outro update aqui.
Como eu havia prometido, finalmente criei o meu blog. Até agora não havia tido tempo. Estive correndo atrás de moradia (ainda estou no albergue), vendo um pouco a cidade, essas coisas de recém-chegado. Já que eu não saí hoje (são 00:50 da sexta), estou aproveitando para mandar uma primeira mensagem. Espero que gostem do que eu vou publicar nos próximos seis meses. Bom, se não gostarem, sintam-se à vontade para enfiar um Bratwürst no Arsch.
E, para iniciar com o pé direito essa empreitada, vou contar uma que aconteceu aqui na quarta à noite. Estava eu usando o micro do albergue, lá pelas 23:30, quando bateram na porta. A funcionária do albergue já havia saído, mas havia comentado antes comigo que ela esperara (pretérito mais-que-perfeito; valeu, tia Bete) três horas por um cliente que não apareceu. A princípio, pensei em não abrir a porta. Vai saber quem seriam os caras... aí, batem na porta de novo. Resolvi abrir a bendita porta. Havia cinco caras, da minha idade, aproximadamente. Como eu não sabia a nacionalidade das figuras, perguntei no meu
Isso realmente não é uma coisa que não acontece todo dia quando alguém abre a porta. Exceto na Escócia, mas isso não vem ao caso. O que importa é que os caras se atrasaram porque o voo deles atrasou. Eu deixei eles entrarem, e eles conseguiram falar com a funcionária do albergue por telefone, para que ela viesse abrir o quarto para eles. Enquanto esperávamos, descobri que eles iriam no dia seguinte para a Lituânia, para assistir a um jogo de futebol.
Eles eram muito engraçados. Um deles perguntou pra mim se eu não tinha cerveja. Eu tive que reponder que não, porque tinha chegado havia dois dias e não tinha tido tempo ainda. Então outro dos caras falou "não te preocupa que eu tenho". Abriu a mala que ele trouxe da Escócia e tirou um pacote de seis latonas de cerveja. Vou ter que admitir que, apesar de a cerveja não ser gelada, ela era muito boa, porque não é azeda como a nossa.
Depois que outro funcionário do albergue chegou e instalou eles no quarto, eles falaram que iriam a um pub, e me convidaram para ir junto. Pô, eu há dois dias só na seca, preso no albergue sem companhia, aceitei na hora de bom grado. Falei que só ia trocar o casaco. Quando voltei, só havia um dos caras, que havia ficado para trás sem querer. Fomos nós dois atrasados.
O nome do cara era Dylan. Uma comédia. É o tipo de cara que chega num local desconhecido e vira a atração em cinco minutos. Enquanto estávamos indo para o pub, passamos por um mendigo. Ele deu umas moedas para o mendigo e me disse que "poderíamos ser nós nessa situação". Depois de alguns metros, nós paramos, pois havíamos nos perdido. Então, com a expressão mais normal do mundo, o Dylan falou "vamos perguntar ali pro mendigo. Ele mora aqui, então deve sacar onde é". Eu achei difícil, mas fui junto. E não é que deu certo? O mendigo repondeu onde era o pub... em inglês.
Não é à toa que mendigo aqui recebe em Euro...
Finalmente encontramos o pub e, depois de alguns minutos, os outros chegaram. O local era muito estiloso. Bem ao estilo irlandês. Depois de um tempo, comecei a conversar com um dos bartenders. Ele estava perguntando de onde nós éramos. Quando respondi que eles eram escoceses e que eu era brasileiro, ele me olhou com aquela cara de quem vai falar algo que impressiona, tipo quando vai acabar um bloco da novela, e pertuntou:
(em inglês) - tu é brasileiro?
(em inglês) - sim, sou.
(em inglês) - tu é brasileiro?
(em inglês) - sim, sou.
(em português) - tu é brasileiro mesmo?
Há, o cara era brasileiro também! E eu falando em inglês com ele. O nome do Cara era Fred, pérnambucano (o acento é proposital, para lembrar o sotaque) e torcedor do Náutico.
| O carinha à direita é o tal do Fred. Notem a placa verde: "Deus criou o licor para evitar que os irlandeses conquistem o mundo" |
Bom, vou saindo agora. São duas e vinte da manhã e está na hora de eu
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