sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Sejam bem-vindos ao meu blog!

Olá a todos!


Como eu havia prometido, finalmente criei o meu blog. Até agora não havia tido tempo. Estive correndo atrás de moradia (ainda estou no albergue), vendo um pouco a cidade, essas coisas de recém-chegado. Já que eu não saí hoje (são 00:50 da sexta), estou aproveitando para mandar uma primeira mensagem. Espero que gostem do que eu vou publicar nos próximos seis meses. Bom, se não gostarem, sintam-se à vontade para enfiar um Bratwürst no Arsch.

 E, para iniciar com o pé direito essa empreitada, vou contar uma que aconteceu aqui na quarta à noite. Estava eu usando o micro do albergue, lá pelas 23:30, quando bateram na porta. A funcionária do albergue já havia saído, mas havia comentado antes comigo que ela esperara (pretérito mais-que-perfeito; valeu, tia Bete) três horas por um cliente que não apareceu. A princípio, pensei em não abrir a porta. Vai saber quem seriam os caras... aí, batem na porta de novo. Resolvi abrir a bendita porta. Havia cinco caras, da minha idade, aproximadamente. Como eu não sabia a nacionalidade das figuras, perguntei no meu ótimo razoável sofrível alemão se eles iam se hospedar no albergue. Então, com uma cara de desconforto, um deles respondeu, num inglês com um sotaque bem ao estilo Desmond, que não falava alemão. Aí que eu reparei. Eles estavam, todos, usando chapéus tradicionais escoceses, camisas de futebol da escócia... e saiotes.

Isso realmente não é uma coisa que não acontece todo dia quando alguém abre a porta. Exceto na Escócia, mas isso não vem ao caso. O que importa é que os caras se atrasaram porque o voo deles atrasou. Eu deixei eles entrarem, e eles conseguiram falar com a funcionária do albergue por telefone, para que ela viesse abrir o quarto para eles. Enquanto esperávamos, descobri que eles iriam no dia seguinte para a Lituânia, para assistir a um jogo de futebol.

Eles eram muito engraçados. Um deles perguntou pra mim se eu não tinha cerveja. Eu tive que reponder que não, porque tinha chegado havia dois dias e não tinha tido tempo ainda. Então outro dos caras falou "não te preocupa que eu tenho". Abriu a mala que ele trouxe da Escócia e tirou um pacote de seis latonas de cerveja. Vou ter que admitir que, apesar de a cerveja não ser gelada, ela era muito boa, porque não é azeda como a nossa.

Depois que outro funcionário do albergue chegou e instalou eles no quarto, eles falaram que iriam a um pub, e me convidaram para ir junto. Pô, eu há dois dias só na seca, preso no albergue sem companhia, aceitei na hora de bom grado. Falei que só ia trocar o casaco. Quando voltei, só havia um dos caras, que havia ficado para trás sem querer. Fomos nós dois atrasados.

O nome do cara era Dylan. Uma comédia. É o tipo de cara que chega num local desconhecido e vira a atração em cinco minutos. Enquanto estávamos indo para o pub, passamos por um mendigo. Ele deu umas moedas para o mendigo e me disse que "poderíamos ser nós nessa situação". Depois de alguns metros, nós paramos, pois havíamos nos perdido. Então, com a expressão mais normal do mundo, o Dylan falou "vamos perguntar ali pro mendigo. Ele mora aqui, então deve sacar onde é". Eu achei difícil, mas fui junto. E não é que deu certo? O mendigo repondeu onde era o pub... em inglês.

Não é à toa que mendigo aqui recebe em Euro...

Finalmente encontramos o pub e, depois de alguns minutos, os outros chegaram. O local era muito estiloso. Bem ao estilo irlandês. Depois de um tempo, comecei a conversar com um dos bartenders. Ele estava perguntando de onde nós éramos. Quando respondi que eles eram escoceses e que eu era brasileiro, ele me olhou com aquela cara de quem vai falar algo que impressiona, tipo quando vai acabar um bloco da novela, e pertuntou:
(em inglês) - tu é brasileiro?
(em inglês) - sim, sou.
(em inglês) - tu é brasileiro?
(em inglês) - sim, sou.
(em português) - tu é brasileiro mesmo?

Há, o cara era brasileiro também! E eu falando em inglês com ele. O nome do Cara era Fred, pérnambucano (o acento é proposital, para lembrar o sotaque) e torcedor do Náutico.

O carinha à direita é o tal do Fred. Notem a placa verde: "Deus criou o licor para evitar que os irlandeses conquistem o mundo"
Bom, é isso. Tomei uns canecos de Guits (boa bagaraio), um shot de uma bebida chamada Sambuca, e fui pra casa, porque tinha que ir trabalhar no outro dia.

Bom, vou saindo agora. São duas e vinte da manhã e está na hora de eu ver a Bete Gouveia dormir. Abraço a todos! Qualquer hora dessas faço outro update aqui.

2 comentários:

  1. Engraçado que eu não via mendigo em Stuttgart... mas ele respondendo em inglês foi surpresa, hein?
    Ah, e Brasileiro é uma espécie de praga... onde vc for, vc vai acabar encontrando um... =D

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